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Atrofia dos cornetos nasais em suínos nftalliance

É uma doença contagiosa que acomete suínos de todas as idades. Tendo como causador principal a bactéria Pasteurella Multocida, mas pode estar associada ou não a Bordetella Bronchiseptica. Possui distribuição mundial, ocorrendo perdas econômicas devido ao menor crescimento dos animais, e como consequência maior taxa de conversão alimentar e menor quantidade de carne.


A Pasteurella e Bordetella são bactérias gram negativas e o sorotipo causador da renite é o tipo D. A bactéria Bordetella tem facilidade de aderir facilmente ao epitélio nasal e multiplicar-se. Já a Pasteurella encontra dificuldades de aderir nesse epitélio sendo mais fácil de encontrar nas tonsilas.
 

A doença clinica não esta associada a capacidade de multiplicação, e sim da toxina dermonecrótica que é produzida pela bactéria e ataca o sistema respiratório superior dos animais, podendo causar perdas parciais das conchas nasais.

A transmissão ocorre via aerossol (via aerogena) através de contato direito de animais sadios com doentes, introdução de novos animais assintomáticos ao rebanho, fezes, lactantes. Alguns fatores que influenciam na severidade da doença são rebanhos grandes e abertos, densidade de animais, má ventilação, higiene precária controle de temperatura entre outros.

Os sinais clínicos mais comuns são observados em animais com idade de 4 a 12 semanas são espirros frequentes, corrimento naso-ocular persistente, atrofia dos cornetos nasais (conchas nasais), desvio séptico nasal, deformidade do focinho e atraso no crescimento. Em casos mais graves pode haver hemorragias nasais em forma de epistaxe.

As lesões são restritas a cavidade nasal e estruturas adjacentes. Para ocorrer a observação corretamente deve se serrar o focinho do animal entre o primeiro pré molar e o segundo, são observados atrofia dos cornetos ventrais e dorsais que podem se apresentar de forma leve à severa.

O diagnostico se baseia nos sinais clínicos que podem ser sugestivos e são melhores observados a partir das 10 a 12 semanas de idade. O acompanhamento de abate é bom método de avaliação do grau de comprometimento do rebanho. O diagnostico pode ser avaliado através do isolamento e identificação do agente ou demonstração da toxina dermonecrótica, o material que deve ser encaminhado ao laboratório é o focinho, tonsilas, swab nasal ou das tonsilas. A sorologia também pode ser usada, porém com pouca eficaz, devido a demora da formação dos anticorpos e não coincide com o curso da manifestação da doença, outros dois métodos é inoculação e Elisa.

É essencial a prevenção e profilaxia do rebanho como vacinação em leitoas gestantes aos 85 dias de gestação e novamente com 100 dias, nos leitões com 20 a 30 dias e repetir com 40 a 50 dias, vacinação dos demais animais do rebanho, separação dos animais por lotes conforme a idade, quarentena na introdução de novos animais, diminuição de estresse, melhora no manejo e higiene adequada dos galpões.

  • Nunca administre qualquer tratamento sem consultar um profissional da área. Esse site é meramente informativo e não oferecemos consultas gratuitas.
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Sobre o autor

Website.: www.facebook.com/thalita.natalia

Formada pela Universidade José do Rosário Vellano - Unifenas /Alfenas. Atua em clínica médica de pequenos animais em domicílio.

CRMV: 16.137  MG

Contato:   37 9 99187021
Divinópolis –MG  

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