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Embriologia animal (texto, imagens e vídeo)

O desenvolvimento embrionário compreende quatro etapas:  A primeira etapa dá-se início com o encontro dos gametas, femininos e masculino. É a chamada fertilização ou fecundação. Esse fenômeno da origem ao ovo ou zigoto. A fecundação pode ocorrer de duas formas, interna ou externa. (ver imagem)
 
 A seguir, ocorre a nidação, que consiste da penetração do espermatozoide no óvulo. A penetração do gameta masculino provoca uma série de alterações fisiológicas no óvulo, como exemplo, a conclusão da divisão meiótica, caso ainda não tenha sido completada. Além da formação de uma nova membrana, para impedir a penetração de mais de um espermatozóide. Os núcleos do óvulo e do espermatozoide fundem-se e ocorre a formação de uma célula diplóide, a célula-ovo ou zigoto.
 
Quando ativada, o zigoto inicia uma sequência de mitoses denominadas clivagens. Como não há período de crescimento celular entre as divisões, os blastômeros, que são as células resultantes das clivagens, vão se tornando cada vez mais numerosas e menores.  Segue-se então, uma divisão equatorial e, a partir daí, os planos de divisão alternam-se em meridionais e equatoriais até que seja constituída uma massa celular, denominada mórula.
 
Formada a mórula, suas células alteram a disposição original, distribuindo-se em uma camada externa e delimitando um espaço interno repleto de líquido. Esse espaço é denominado blastocele e caracteriza um novo estágio embrionário: a blástula. (ver imagem)
 
As células dispostas em um dos pólos da blástula iniciam uma migração rumo ao interior da blastocele, provocando uma "depressão". Ao atingirem o pólo oposto, surge uma nova estrutura denominada gástrula, composta por uma cavidade denominada arquêntero. Essa cavidade estabelece comunicação com o meio exterior por uma abertura chamada blastóporo. O arquêntero dará origem ao intestino, enquanto o blastóporo poderá dar origem ao ânus (deuterostômios) ou a boca (protostômios). (ver imagem)
 
Os animais são classificados também em relação ao número de folhetos embrionários, podendo ser diblásticos ou triblásticos.
 
 A gastrulação origina duas camadas diferentes de células, chamadas camadas germinativas ou folhetos embrionários. São eles: ectoblasto (folheto externo), e  endoblasto (folheto interno). As células da ectoblasto que penetram na gástrula e se aderem a parede superior do arquêntero formam um terceiro folheto embrionário: folheto intermediário ou mesoblasto. As células localizadas na região superior da gástrula originam a placa neural, sob a qual o mesoblasto formará uma nova estrutura, a notocorda, que pode gerar a coluna vertebral. A partir da placa neural, forma-se a goteira neural, que levará a formação de um tubo neural, que é responsável pela constituição do sistema nervoso. (ver imagem)
 
Nesse estágio fala-se em nêurula. E a partir daí, o ectoblasto, endoblasto e mesoblasto passam a ser denominados ectoderme, endoderme e mesoderme respectivamente.
 
A presença dos três folhetos embrionários caracteriza os animais triblásticos, enquanto os diblásticos possuem apenas ectoderme e endoderme.
 
No estágio da nêurula, o mesoderma se espande, e o ectoderma e endoderma se separam. A união do mesoderma com o ectoderma resulta na somatopleura, enquanto a esplancnopleura é constituída da união do mesoderma com o endoderma. O espaço formado entre essas duas estruturas é denominado celoma. ( ver imagem)
 

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