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Como a produção de lixo é contínua e em volume muito grande (seis bilhões de pessoas no mundo todo produzindo lixo todos os dias), o acúmulo desses resíduos se torna um grande problema social, ambiental e econômico para o país. Em muitas localidades, o destino do lixo acaba sendo em aterros irregulares, leitos de rio ou ainda a queima a céu aberto.

A quantidade de lixo produzida semanalmente por um ser humano é de cinco quilos. Só no Brasil se produz cerca de 240 mil toneladas de lixo por dia, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde total, 76% do lixo é jogado a céu aberto sendo visível ao longo de estradas e também são carregados para represas de abastecimento durante o período de chuvas.

Conseqüências: 
O acúmulo do lixo em lixões e aterros  produzem o chorume, um líquido escuro e altamente tóxico que polui a água do lençol freático, e o metano (CH4), um gás prejudicial à atmosfera junto com dióxido de carbono (CO2), são considerados o grande vilões do efeito estufa

Além disso, representa um grande risco para a saúde humana, já que propicia a manifestação de várias doenças como: cólera, cisticercose, disenteria e giardíase.

A situação ainda piora, pois o lixo acumulado é o ambiente adequado para a proliferação de insetos e roedores, como baratas, mosquitos e ratos, que são vetores comuns de doenças como febre amarela, dengue e leptospirose.

Se depositado no leito dos rios, o lixo pode provocar assoreamentos e conseqüentemente, enchentes e contaminação da água, afetando o meio ambiente e a saúde das populações ribeirinhas.

Se o destino do lixo for a queima a céu aberto, novamente o impacto é negativo tanto para as pessoas como para a natureza: a queima lança no ar dezenas de produtos tóxicos, que variam da fuligem, que afeta os pulmões, às dioxinas, resultantes da queima de plásticos, que são cancerígenas.

Soluções: 

A reciclagem é uma solução comum e viável para resolver o problema do lixo. A maioria dos materiais despejados em lixões pode ser reaproveitada. A técnica, além de diminuir a quantidade de lixo nas cidades, também tem vantagens sociais e econômicas, como geração de emprego e criação de indústrias de reciclagem. 

Embora muito esteja se fazendo nesta área em nível mundial, ainda são poucos os materiais aproveitados no Brasil onde é estimada uma perda de cerca de quatro bilhões de dólares por ano. Mas há indícios de melhora na área no país onde se tem como melhor exemplo as latas de alumínio, cuja produção é 63% reciclada.

Mas o lixo também pode ser reaproveitado para se converter em energia. E a energia, hoje tão cara e sob a ameaça de escassear num futuro bem próximo, poderia ter uma fonte de abastecimento inesgotável e ecologicamente correta.

Nos países europeus, nos Estados Unidos e no Japão, gerar energia a partir do lixo é uma realidade desde os anos 1980. Esses países processam 130 milhões de toneladas de lixo, gerando energia elétrica e térmica em 650 instalações.

Somente a União Européia extrai mais de 10 mil MW de cerca de 60 milhões de toneladas de lixo por ano em 400 usinas, que são capazes de produzir eletricidade para atender 27 milhões de pessoas (o equivalente a soma da população da Dinamarca, da Finlândia e da Holanda).

Se o Brasil transformasse seu lixo em energia, conseguiria implantar cerca de 750 usinas, que forneceriam energia para aproximadamente 22,5 milhões de habitantes - cada 200 toneladas por dia do lixo doméstico orgânico permitiriam a implantação de uma Usina Termelétrica com a potência de três Megawatts, capaz de atender uma população de 30 mil habitantes. A energia via lixo pode iluminar casas, ativar indústrias e mover carros.

Isso também se refletiria positivamente na economia, não apenas com o corte de gastos que esta fonte de energia traria, mas com os recursos que captaria.

O aproveitamento de resíduos é considerado uma alternativa viável para substituir combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás), sendo uma boa opção para a redução da emissão de gases poluentes que provocam o efeito estufa.

Com a venda de créditos de carbono, o Brasil poderia vir a arrecadar cerca de U$100 milhões por ano com essa alternativa, de acordo com pesquisadores do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Climáticas (IVIG). 

Publicado em Gestão Ambiental

Há décadas consumir deixou de ser um simples ato de subsistência para ser identificado com uma forma de lazer. Homens e mulheres são levados a consumir, mesmo sem necessidade, apenas pelo simples ato de comprar. Porém, o consumo desenfreado também é uma grande ameaça ao meio ambiente.

A finitude dos recursos naturais é evidente, e é agravada pelo modo de produção regente, que destrói e polui o meio ambiente. O primeiro e mais importante limite dessa cultura do consumo, que estamos testemunhando hoje, são os próprios limites ambientais.

O planeta não suportaria se cada habitante tivesse um automóvel. Nos níveis e padrões atuais, o consumo precisa ser modificado em direção a formas mais sustentáveis, tanto do ponto de vista social quanto ambiental.

Dados recentes fornecidos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) mostraram que o mundo está consumindo 40% além da capacidade de reposição da biosfera (energia, alimentos, recursos naturais) e o déficit é aumentado 2,5% ao ano.

Relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que 85% de produção e do consumo no mundo estão localizados nos países industrializados que tem apenas 19% da população. Os EUA têm 5% da população mundial e consomem 40% dos recursos disponíveis. Se os seis bilhões de pessoas usufruíssem o mesmo padrão de vida dos 270 milhões de americanos, seriam necessários seis planetas.

Conseqüências: 
A conseqüência do consumo desenfreado é, principalmente, o fim dos recursos naturais. Para suprir a demanda por produtos, é preciso produzir mais produtos. E isso significa consumir mais energia, mas combustível, mais madeira, e minérios, mais materiais provenientes da natureza. 

Essa prática gera mais poluição industrial e mais lixo. Quem primeiro sobre com isso é o meio ambiente. Os resultados dessa prática são logos sentidos pelos homens também. Basta pensar na crise de energia que o mundo vem passando, no aumento do preço de certos materiais que já começam a escassear, na saturação de lixões e aterros sanitários, na poluição e seus efeitos sobre a saúde humana.

O consumismo também agrava a pobreza, aumentando a distância entre ricos e pobres. Países ricos e altamente industrializados geralmente exploram os recursos naturais dos países mais pobres, que, no entanto, não enriquecem com isso, na verdade, ficam mais pobres.

Um dado interessante para ilustrar esse problema é que é estimado que sejam gastos no planeta 435 bilhões de dólares por ano em publicidade. 15 bilhões de dólares seriam suficientes para acabar com a fome do mundo, que mata 10 milhões de crianças por ano.

Soluções:
A alternativa para o consumismo é tentar torná-lo uma prática mais sustentável. Não é preciso parar de consumir, nem mesmo cortar drasticamente o consumo. Mas sim é preciso um maior controle, e também maior consciência nas conseqüências que o consumo desenfreado pode trazer à natureza e à sociedade como um todo. 

Atitudes como reciclar e dar preferência a produtos de empresas ecologicamente corretas, ou produtos que sejam menos agressivos ao meio ambiente, são indispensáveis. 

Publicado em Gestão Ambiental
Animais domésticos abandonados que perambulam sem destino são uma preocupação atual da nossa sociedade – seja por suas condições de vida ou pelo risco de acidentes de trânsito e transmissão de doenças. Porém, a grande questão que permeia o assunto é: como reduzir ou controlar o número de animais abandonados nas ruas, como os cachorros, gatos ou mesmo os jumentos, animais culturalmente utilizados no nordeste para o trabalho?
 
A população de jumentos, também conhecidos como asnos ou jegues, chega a aproximadamente 900 mil indivíduos só no Brasil, sendo que 90% desses estão no nordeste. Nos últimos anos, o número de jumentos abandonados tem crescido drasticamente e o problema se intensifica com a reprodução descontrolada.
Abate humanitário
 
Desde o inicio deste ano, no estado do Rio Grande do Norte, está em evidência o abate de jegues para alimentação humana. A exigência descrita no Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA), fiscalizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), deixa claro que animais domésticos (como bovinos, suínos e frangos) podem ser abatidos para o consumo humano. Dentre essas espécies legalmente permitidas estão os equídeos, ou seja, cavalos, burros, mulas e jumentos. A World Animal Protection defende, todavia, que todos os abates devem ser realizados de maneira humanitária e em frigoríficos com inspeção.
 
No Brasil, existem plantas frigoríficas autorizadas a abater cavalos, mas muitas delas provavelmente precisariam ser adaptadas para funcionar de forma adequada a animais menores. Instalações feitas para outras espécies, como corredores projetados para cavalos, podem gerar sofrimento desnecessário. Devido ao seu porte pequeno, por exemplo, dois jumentos poderiam tentar passar ao mesmo tempo no local e acabar manejados incorretamente – sendo afastados um do outro por batidas de vara ou mesmo choques, de forma não humanitária. 
 
Outro ponto importante a se considerar é o consumo desse animal: todos os produtos e subprodutos de uma espécie sacrificada para consumo humano devem ser aproveitados de forma consciente. A morte de um animal, considerado de produção, não é justificável se não for para alimentar pessoas e outros animais. 
Soluções equivocadas
 
De acordo com uma reportagem do Globo Rural, programa transmitido pela emissora de TV Globo, o jumento foi substituído pelas motocicletas nos últimos anos como meio de transporte. A sua perda de função ocasionou um aumento no número de animais abandonados. Recolhê-los das ruas e não prover condições humanitárias, todavia, não resolve a situação. Tradicionalmente associados à agricultura, os jumentos podem produzir leite, ser de grande ajuda para a subsistência e transportar materiais e equipamentos, mas submetê-los a trabalho pesado e a maus tratos não deixa de fazer parte do problema.
 
Sacrificá-los para controlar a sua população também é ineficaz. Enquanto se sacrifica 10 jumentos, outros 20 estão sendo abandonados e maltratados nas ruas e estradas – alguns acabam amarrados, sem acesso a água ou comida; ficam sujeitos a atropelamentos e doenças; e em casos mais extremos, têm latas ou fogos de artifício amarrados em seu rabo, tornando-se vítimas de brincadeiras cruéis. A World Animal Protection acredita que somente a educação e a posse responsável com a castração são maneiras eficazes de controle e reduzem o sofrimento animal. 
 
Seria muito simples sacrificar um animal e achar que o problema está resolvido, mas a verdadeira causa não esta sendo tratada. Podemos abandonar um dos animais ícones da paisagem e da cultura nordestina? Esse jegue também é nosso.
 
Por Paola Rueda, zootecnista 
Supervisora de bem-estar animal da World Animal Protection no Brasil
Publicado em Manejos

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