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O que é necropsia? De maneira simples, é a autopsia em um animal.

Calma, eu entendo que esse não é um assunto agradável de se falar, e muito menos agradável é o fato de pensar em qualquer coisa que envolva a perda dos nossos animais amados. Mas eu gostaria de compartilhar com vocês a importância desse exame para você mesmo.

Após a morte, devemos examinar o corpo do animal para entender o que aconteceu de fato. Seria para afirmar um diagnóstico prévio ou descobrir uma morte súbita, por exemplo. O exame necroscópico é muito importante nos casos de suspeita de intoxicação (que infelizmente ainda é um tanto quanto comum em gatos) e traumas, por exemplo. É o exame exigido em casos de boletins de ocorrências.

Nele, podemos avaliar os órgãos e possíveis lesões em busca da causa da morte do animal. Esse exame deve ser realizado por um veterinário especialista, o Patologista. O custo da necropsia em si é muito variável, de acordo com a região que você mora, mas tem um custo mínimo de R$150,00 para gatos. É o médico veterinário clínico que faz o pedido do exame para o Patologista. Se seu animal estava em acompanhamento, o clínico vai passar o histórico para o especialista. Já em casos em que o animal não estava em acompanhamento, é necessário passar todas as informações para o clínico, para que este repasse ao Patologista. Após entrar em contato com a clínica, você pode perguntar se precisa levar o animal até lá ou se a clínica ou mesmo o patologista pode buscar, vai depender muito da região e do serviço.

Na medicina humana, a autopsia já é bem difundida. Em casos de mortes de natureza violenta, é obrigatória a autopsia. Já em casos de morte natural, há necessidade de autorização da família. Mas me parece que é mais aceitável em se falar quando relacionado a humanos.

A sensação que eu tenho é que em relação a nós, médicos veterinários, o assunto é mais delicado. Como se fosse algo muito ruim ou ainda, inadmissível. Nós temos que comunicar o proprietário que o animal faleceu e num momento triste, ainda temos que informar sobre a possibilidade de fazer o exame pós morte. Soa pior do que um tapa na cara para qualquer um, inclusive se fossemos nós mesmos na mesma situação.

Mas ainda assim gostaria de convencê-los a pelo menos pensar na hipótese.  Vamos tentar pensar apenas nos benefícios… ninguém pensa mesmo no motivo que tirou nosso amado bichinho da gente? Como eu já disse, a necropsia é o único exame que temos para confirmar (ou afirmar) um diagnóstico da causa da morte. Além disso, é muito importante para saber se o animal não veio a óbito por alguma zoonose (que possa passar para as pessoas da casa) ou mesmo qualquer doença infecciosa que seja transmissível para outros gatos da casa e assim tomar as devidas providências para proteger os outros animals e pessoas de convívio.

O exame permite também a coleta de material para exames virológicos, bacterianos, parasitológicos, toxicológicos, que podem ser solicitados para complemento de diagnóstico. Mesmo porque o exame de necropia em si é a avaliação das lesões de maneira macroscópica (o que o Patologista identifica como lesão olhando os orgãos e cavidades). Mas na imensa maioria das vezes, se faz necessário exames microscópicos das lesões (coletar material, processar no laboratório e olhar no microscópio). Mas o ideal é que seja feito o mais rápido possível. Por isso precisamos perguntar se podemos fazer o exame assim que temos a notícia da morte.

Para os que querem enterrar seu animal, existe a necropsia cosmética, onde o Patologista pode examinar seu animal e depois, a abertura que foi realizada é fechada por sutura para que você fique com seu animalzinho.

Se você entendeu a importância desse exame, compartilhe com seus amigos seu novo conhecimento. E se tiver alguma dúvida, não deixe de comentar.

Publicado em Manejos

 

Paciente com câncer morre depois de realizar último desejo: dar adeus a seus cavalos. Sheila Marsh, de 77 anos, estava no estágio final de um câncer e tinha um último desejo: despedir-se de seus dois cavalos. 

Isso parecia ser difícil de ser realizado, já que ela estava internada no hospital e não podia sair de lá - o ambiente de um hospital não é o mais adequado para animais. No entanto, o Royal Albert Edward Infirmary, em Wigan, no norte de Inglaterra, concedeu uma autorização especial para que os animais pudessem ser levados até o lado de fora do edifício, e Marsh foi levada até seu encontro.
 
Marsh faleceu pouco depois de dizer adeus aos animais. "Ela chamou gentilmente por um dos cavalos, e ele foi até ela e abaixou sua cabeça carinhosamente e encostou em seu rosto", disse a enfermeira Gail Taylor.
 
Marsh trabalhava em uma pista de corrida de cavalos e tinha seus animais da espécie. "Foi algo muito importante para minha mãe. Ela era uma das pessoas mais batalhadoras que você poderia conhecer e faria qualquer coisa por alguém", disse sua filha, Tina. Pauline Law, diretora da enfermaria, disse que estar envolvida no episódio foi um privilégio. "Foi incrível poder dar esse apoio em um momento tão crucial", afirmou. "É totalmente correto fazer de tudo para que nossos pacientes tenham cuidados personalizados, dignos e com compaixão. Sempre buscaremos fazer isso."
 
BBC/Brasil
Publicado em Histórias
Das centenas de mamíferos que povoam a Amazônia, um animal quase sempre vem à mente de todo brasileiro quando falamos de nossa maior floresta. A beleza, inteligência e graciosidade, aliadas ao folclore que o rodeia, transformam o boto vermelho (ou cor-de-rosa para outros) em um ícone da cultura e biodiversidade brasileiras.
 
Esse cetáceo endêmico da bacia amazônica, apesar de protegido pela lei brasileira desde 1987, está sendo morto de modo extremamente cruel. Sua carne está sendo utilizada para pescar um tipo de bagre conhecido como piracatinga (Calophysus macropterus). 
 
Esse peixe, praticamente um urubu aquático porque come restos de animais mortos, não tem muito valor, digamos, gastronômico para a população da Amazônia, que já conhece sua fama. Mas está sendo vendido filetado e congelado para outras regiões do país sob outras denominações: douradinha, pintadinha, piratinga, pirosca, pati, pati-bastardo, piraquara, piraguaruga. 
 
Fora do Brasil, ele é exportado principalmente para a Colômbia, onde enganosamente é vendido como capaz ou capacete, um peixe apreciado pelos colombianos, mas que está se tornando escasso devido à sobrepesca. 
 
Uma morte cruel 
Desde que a pesca da piracatinga ganhou valor comercial, há pouco mais de dez anos, estima-se que a população de botos vem se reduzindo a uma taxa de 10% ao ano. Apesar de não constar na lista oficial de animais ameaçados do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), não é difícil imaginar o risco que ele corre. O boto vive até 30 anos, começa a se reproduzir por volta dos cinco, e tem apenas um único filhote a cada dois a quatro anos. 
 
A caça ao boto é extremamente cruel. Os animais são presos nas redes e arpoados até a morte. Outro método é ferir o animal com o arpão e amarrá-lo pela cauda a um tronco de árvore, até que o pescador precise utilizá-lo como isca. Nestes casos, os botos podem demorar vários dias para morrer, lutando para se libertar, com fome e extremo sofrimento. 
 
Posteriormente, a carne em decomposição é colocada em caixas de madeira chamadas de curral, atraindo uma grande quantidade de piracatinga. O peixe então é capturado nessas caixas e retirado à mão pelos pescadores. 
 
Moratória não é a única solução 
Em uma tentativa de conter a morte dos botos, o Ministério da Pesca e o Ministério de Meio Ambiente brasileiros estabeleceram no dia 22 de maio uma moratória para a pesca do piracatinga. Essa moratória se iniciará em janeiro e terá uma duração de cinco anos. 
 
Apesar de ser uma medida que pode ajudar a combater a matança cruel dos botos, é difícil acreditar que, sozinha, ela consiga resolver o problema complexo, que atravessa fronteiras. 
 
Afinal, matar boto já é ilegal no Brasil há 27 anos, e nem por isso esse cetáceo esta a salvo. 
 
Precisamos de uma solução definitiva e efetiva para salvar o boto. É preciso fiscalizar frigoríficos e fronteiras para garantir que o piracatinga deixe de ser exportado irregularmente para a Colômbia ou outros países da América Latina. É preciso reforçar a polícia ambiental e punir os responsáveis pela morte do boto. É necessário trabalhar com as comunidades ribeirinhas a ajudá-las a entender a importância deste mamífero, o risco que ele está correndo e que o boto, vivo, pode ser um aliado a seu desenvolvimento.
 
WorldAnimalProtection
Publicado em Campanhas

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