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Os equinos apresentam grande variedade de parasitos, principalmente vermes. Algumas espécies e gêneros são de grande importância, sendo que, os tipos de manejos dos equinos favorecem a grande incidência de infecções parasitárias já nas primeiras semanas de vida. Os eqüinos são parasitados por muito mais espécies de helmintos do que os bovinos, algumas delas são bastante perigosas, podendo causar a morte do animal, enquanto outras causam tumores, anemia acentuada, fraqueza, pelagem áspera, crescimento lento, cólicas e diarreia. 
 
Os danos causados por parasitoses em equinos vão desde lesões nos órgãos do sistema digestivo até graves distúrbios nos processos enzimáticos e hormonais. O ciclo evolutivo de alguns vermes é bastante longo, chegando a atingir 12 meses, o que dificulta o tratamento.
 
Os principais vermes são:
 
Tríchostrongylus axei: parasita do estômago. Ocorre também nos bovinos, ovinos e caprinos.
 
Habronema spp: vermes da mucosa do estômago, onde podem causar tumores. São transmitidos por moscas e podem também causar a habromenose cutânea, comumente chamada de "esponja da pele", ou "ferida de verão".
 
Parascarís equorum: verme redondo e grande do intestino delgado, especialmente importante em animais jovens, podendo retardar seu crescimento, ou causar perfurações intestinais e a morte.
 
Strongyloides westeri: parasita o intestino delgado, especialmente de recém-nascidos, que podem adquirir a infecção através do leite da égua ou pela penetração da pele.
 
Strongylus spp: são "os grandes estrongilídeos", de ciclo evolutivo complexo. São importantes devido aos danos que podem causar as veias e artérias.
 
Pequenos estrongilídeos: abrangem 20 a 30 espécies diferentes. São encontrados em grande número nos animais (em torno de 200.000) no intestino grosso e no ceco. Alguns sugam sangue, ou causam nódulos na parede do intestino e outros destroem a parede intestinal.
 
Oxyuris equi: parasita o intestino grosso. Para realizar a ovipostura, a fêmea migra até o ânus do cavalo e deposita os ovos em torno deste, causando muita irritação e ulcerações.
 
Dictyocaulus arnfieldi: parasita os pulmões e é bastante comum, podendo causar bronquite.
 
As infecções mais severas causadas por vermes no cavalo ocorrem no período seco, devido ao grande número de larvas infectantes ingerido durante o período chuvoso anterior, quando há maior desenvolvimento e sobrevivência de ovos e larvas na pastagem. Um cavalo adulto, apresentando uma contagem de ovos de vermes nas fezes de 2.000 ovos/g (=2.000 OPG), pode depositar até 30.000.000 de ovos por dia na pastagem.
 
Durante o período seco, os ovos depositados nas pastagens, terão poucas possibilidades de evoluir e sobreviver, porém, quando depositados durante o período chuvoso a maioria se desenvolvera, tornando, assim as pastagens altamente contaminadas, prejudicando principalmente os animais jovens.
 
É necessário portanto, iniciar um esquema de controle de verminose em cavalos, com animais adultos (o eqüino não desenvolve resistência com a idade) e especialmente com as éguas prenhas. Há evidência de que, na época do parto a contagem de OPG aumenta, contaminando, assim, ainda mais as pastagens.
 
Para o controle, além dos anti-helmínticos, deve-se combate das larvas da mosca Gasterophilus, escovar os animais frequentemente, mantér os estábulos e currais sempre limpos, removendo-se totalmente os esterco, evitar água parada e a rotação de pastagens. E também, é aconselhavel a troca dos anti-helmínticos após um ano de uso evitando assim, a resistência do parasita.
 
Confira mais sobre Verminoses Equina no vídeo  da Valeu Vallée .
 
 
Publicado em Enfermidades

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