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Vitor Silva Pasqueto

Vitor Silva Pasqueto

Graduado em Medicina Veterinária pelo Centro Universitário de Rio Preto - UNIRP. Atua em clinica medica, terapêutica, cirúrgica e reprodução de pequenos e grandes animais..

CRMV: 23.859 / SP

Contato: (17) 3262-1266 / 99199-1004 / 98170-6049
Av. Sete de Setembro, 771 - Centro - Nova Granada/SP

 
URL do site: http://www.facebook.com/mundovetanimal E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

É uma enfermidade infecto-contagiosa causada por vírus e que se caracteriza principalmente por causar vômitos e diarreia sanguinolenta, acometendo membros da família Canidae (cão, raposa, coiote, lobo guará).

ETIOLOGIA:

  • Família: Parvoviridae
  • Gênero: Parvoviru
  • Simetria: icosaédrico (20-22nm)
  • Replica-se em células com alto metabolismo (por isso que atinge mais animais jovens) e multiplicação (células intestinais, medula óssea e tecidos).

Resistência:

  • Meio ambiente: 6 meses ao abrigo da luz
  • Geladeira: 4-10o C (meses)
  • 2 semanas: 37o C
  • 24 horas: 56o C
  • 15 minutos: 80o C
  • Vários anos: fezes caninas ressecadas no meio ambiente (ao abrigo do sol)
  • Vírus bastante resistente
  • Recomenda-se: desinfetantes a base de cloro: hipoclorito de sódio 2-5% (10 a 30min) ou diluído - 1:2 ou 1:5

EPIDEMIOLOGIA:

  • Distribuição: mundo inteiro (cosmopolita)
  • Especies: Canídeos
  • Raças: Rottweiler, Dobermann, Pit Bull e Labrador são as mais sensíveis
  •  Sexo: ambos
  •  Idade: 90% em cães com até um ano de idade
  •  Letalidade: maior que 90%
  • Morbidade: 90% e baixa em adultos
  • Fontes de Infecções: animais doentes e portadores assintomáticos, o animal recuperado elimina periodicamente o vírus por oito meses pelas fezes; fazer vazio sanitário.
  • Formas de Contaminação: solo, água e alimentos (fezes), sapatos
  • Fatores predisponentes: estresse, enfermidade imunossupressora e confinamento
  • Pico de 4-7 dias após a inoculação do vírus, máximo numero de agentes na circulação.

PATOGENIA:

  • A impregnação do vírus, oral, replica-se no tecido linfoide (próximo a cabeça) e depende da concentração de anticorpos neutralizantes e carga viral (quantidade do vírus que o animal vai ser exposto.
  • A viremia ocorre entre o 3o e 4o dia pós-infecção permanecendo por mais 2 ou 3 dias.
  • A disseminação ocorre por todo o organismo.
  • Há uma predileção pela medula e epitélio das criptas de Lieberkuhn (intestino), levando a uma necrose intestinal e deslocamento do epitélio.
  • Contaminação ambiental pelas fezes, sangue e tecidos.
  • FC para susceptíveis.

Replicação nos órgão linfopoiéticos e medula:

  • Leucopenia;
  • Linfopenia;
  • Imunodeficiência;
  • Atrofia tímica;
  • Depleção linfoide de linfonodos e baço;
  • Ataca células dos órgãos do Sistema Fagocitário Mononuclear;

Intestino:

  • Ulcera nas criptas (sangue e tecido);
  • Absorção (não ocorre);
  • Diarreia (excessiva com presença de mucosa);


Complicações devido a infecções secundárias:

  • Campylobacter foetus
  • Clostridium perfringes
  • Escherichia coli
  • Verminoses
  • Toxoplasmose
  • Cinomose
  • Leptospirose
  • Infecção secundária Gram – (septicemia e morte)
  • Necrose do miocárdio também é característica de parvo (branca)

DIAGNÓSTICO:

Clínico:

  • Vômitos (hipocalcemia)
  • Diarreia
  • Apatia/fraqueza
  • Odor: vinhoto (usinas alcooleiras)
  • Anorexia
  • Polidipsia (para compensar a desidratação, não é bom)
  • Temperatura normal ou alta - multiplicação
  • Desidratação
  • Saliva viscosa (gel)
  • Dor/desconforto abdominal
  • Alterações ou não na frequência cardíaca ou frequência respiratória.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL:

  • Coronavirose (diarreia tijolo);
  • Envenenamento por arsênico (diarreia com sangue);
  • Infestações com Ancilostoma (diarreia com sangue);
  • Salmonelose;
  • Campilobacteriose;
  • Cinomose;

DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO:

  • Imunofluorescência;
  • Elisa

PROGNÓSTICO:

  • Reservado

Terapia:

  • Suporte (soro para elevar a imunidade)
  • Sintomática

Paresia bovina do parto, ou também conhecida como Febre do leite ou Hipercalcemia puerperal. A paresia bovina acomete vacas de alta produção leiteira, animais da raça Jersey são mais acometidos, ocorre nas primeiras 48 horas antes do parto até 72 horas pós-parto, a incidência aumenta com a idade e raramente acometa vacas e corte.

Os sinais clínicos são divididos em 3 estágios:

1° estágio animal em pé: apresenta hipersensibilidade e excitabilidade, movimentos pendulares de cabeça, inquietação, arrasta os pés.

2° estágio vai de 4 a 8 horas após os primeiros sintomas: animal perde a capacidade de ficar em estação (decúbito esternal), depressão, anorexia (emagrecimento), hipotermia (extremidades frias), estase gastrintestinal (não defeca), pode apresentar retenção de placenta e pupilas dilatadas.

3° estágio acima de 8 horas é irreversível, ocorre perda de consciência, decúbito lateral (animal deitado), ausência de movimentos ruminais e timpanismo.

 

Fisiopatologia:

A paralisia ocorre por que o cálcio (Ca++) não está adequadamente disponível na junção neuro-muscular (responsável pela liberação de acetilcolina) devido a um aumento súbito de demanda que vem aumentando nos últimos 60 dias de prenhes (15 a 20g/dia). O colostro para ser formado consome 2,2g de cálcio por litro produzido, além do colostro a própria produção de leite para o Bezerro consome 1,3g de Ca++ por litro produzido.

 

O total de Ca++ circulante está em torno de 70 a 80g/dia, portanto este animal apresenta um déficit diário de Cálcio, levando o mesmo a utilizar Ca++ de suas reservas (principalmente nos ossos).

 

Para utilizar suas reservas, a Paratireóide libera Paratormônios (PTH) e este nos rins libera Vitamina D para reabsorção de Ca++ renal. Ao mesmo tempo o PTH estimula a tireóide a produzir calcitonina que é a responsável pela atividade osteoclástica (retirada de Ca++ dos ossos)

 

Simultaneamente à perda de cálcio o fósforo pode ser perdido pelo leite ou não absorvido pelo intestino (ausência dos movimentos ruminais) e a hipofosfatemia (diminuição dos níveis de fosforo) aumenta a paralisia flácida.

 

O animal apresentará também um quadro de hipermagnesemia (diminuição dos níveis de magnésio) que irá atuar na degradação da acetilcolina e isto irá intensificar ainda mais a paralisia flácida.

 

Tratamento:

  • Borogluconato de cálcio
  • Atropina para diminuir efeitos deletérios do cálcio. No dia seguinte administrar metade da dose do dia anterior para evitar recidivas.
  • Pode-se administrar corticoides (dão estabilidade à membrana celular)
  • A resposta à terapia é rápida à defecação.

 

Prevenção:

  • Diminuir a administração de cálcio da ração no terço final da gestação.

Essa doença é também conhecida como Hiperparatiroidismo Secundário Nutricional ou Cara Inchada.

 

Etiologia:

É uma deficiência de Cálcio, ocasionada por nutrição com alto teor de FÓSFORO.

Acometendo equinos até 7 anos de idade.

 

Sintomas Clínicos:

Animal apresenta claudicação (manca) devido a lesões articulares degenerativas, nos tendões e nos ligamentos.

Podem ocorrer fraturas espontâneas nas regiões distais (extremidades), principalmente falange e ossos sesamóides.

Abaulamento dos ossos frontal, nasal, maxilar e zigomático (cara inchada). É o primeiro local de atividade osteoclástica. Inicialmente é mole e com o passar do tempo vai endurecendo.

 

Fisiopatologia:

Devido a ingestão de alta concentração de fósforo (PO4), ocorre um desequilíbrio na proporção cálcio: fósforo e o organismo tenta compensar aumentando a proporção de cálcio realizando atividade osteoclástica.

A Paratireóide aumenta a secreção de paratormônio (PTH), que no rim reabsorve cálcio e estimula a tireóide a produzir calcitonina que tem atividade osteoclástica e os primeiros ossos atingidos são os da face e estes perdem densidade e ocorrerá substituição do tecido ósseo pelo tecido fibroso promovendo uma desconfiguração da face do animal (cara inchada).

Se houver persistência na substituição tecidual a desconfiguração se torna irreversível.

É muito comum em pôneis e quarto de milha.

 

Diagnóstico:

  • Sinais Clínicos;
  • RX (rarefação óssea);
  • Exames laboratoriais:

 

Tratamento:

  • Borogluconato de Cálcio;
  • Melhorar manejo nutricional.

Etiologia:

Causada por uma bactéria Gram+ chamada Streptococcus equi.

Sintomas:

  • Animais jovens e idosos são mais susceptíveis;
  • Inflamação do linfonodo retro-faríngeo unilateral ou bilateral (papo) – pode vir a fistular para o interior ou exterior;
  • Região do linfonodo fica dolorida, quente, com aumento de volume;
  • O animal estica o pescoço e abaixa a cabeça (desconforto respiratório);
  • Não corre mais;
  • Tosse e espirros;
  • Febre baixa;

 

Patologia:

  • Atingem principalmente os linfonodos retro-faringeanos infartando-os e tornando-os purulento, formando um abscesso e fistulando para dentro (pneumonia aspirativa) ou para fora depois de 4 a 20 dias;

 

Diagnóstico:

  • Clinico – pelos sintomas pode ser suficiente;
  • Laboratorial: esfregaço de material catarral;
  •  Hemograma;

 

Prognóstico:

  • Bom sem comprometimento pulmonar, de linfonodos ou de outros órgãos internos;

 

Tratamento:

  • Antibiótico penicilina;
  • Seguir a linha do vento – coloca-lo na ultima baia;
  • Melhorar a cama;
  • Isolamento;

 

Profilaxia:

  •  Vacinar após 3 meses de idade; diminui incidência de quadros graves
  •  Quarentena para animais de fora

 

O hábito alimentar dos caprinos é diferente dos bovinos e ovinos, eles andam o dobro da distância no pastejo, possuem preferência por forrageiras de folhas largas, são altamente seletivos, possuem hábito de pastejo alto, se alimentam de maior número de espécies vegetais, os ramos e folhas de arbustos chegam a quase 70% da dieta.

Quando são comparados aos demais ruminantes os caprinos possuem uma maior taxa de passagem e absorção dos nutrientes (aproveitamento), capacidade digestiva com maior numero de mastigação, liquido ruminal é mais rico em bactérias celulolíticas.

É fundamental estimar o consumo de Matéria Seca (MS) para formular dietas balanceadas, o consumo de alimentos esta relacionado a vários fatores ligados ao animal como: raça, aptidão, estado fisiológico e também fatores ligados ao meio ambiente: tipo de forragem, estágio de crescimento da planta, grau de moagem, método de conservação da forragem, temperatura ambiente, quantidade de MS oferecidas.

A quantidade de alimento consumido é diferente para cada categoria animal:

  • Cabras em lactação: 3.0 a 5.0% do PV.
  • Cabras em gestação: 2.2 a 2.8% do PV.
  • Cabritos em crescimento: 2.5 a 3.0% do PV.
  • Bodes: 2.0% do PV.

As exigências nutricionais variam conforme a fase de desenvolvimento, estado fisiológico e nível de produção, portanto, é importante definir com clareza o objetivo de cada fase do ciclo de vida, com os cuidados exigidos, elaborando uma programação alimentar completa.

 

Fase de aleitamento:

Primeira fase da criação e fundamental para o futuro dos animais.

Objetivo principal: desaleitar (desmamar) o quanto antes.

Colostro:

  • Transferência de imunidade e efeito laxativo.
  • Assegurar a ingestão nas primeiras 6 horas.

Substitutos:

  • Sucedâneo: 200ml de soro sangue + 300ml de leite (pasteurizado ou de vaca).
  • Colostro tratado: 56 C por hora.
  • Colostro de vaca: “ideal” (Banco de Colostro) descongelar e aquecer em banho Maria.
  • Fornecer em baldes ou mamadeiras.
  • A vontade por 3 dias consecutivos.

- A partir do 3o dia: ração, sal mineralizado e água à vontade.

Ração: constituída por volumoso (feno) e concentrado.

Capim: promove um tipo de fermentação que auxilia a produção de ácidos graxos voláteis que aperfeiçoam o crescimento das papilas ruminais (que promovem a absorção dos alimentos).

 

Fase de Recria:

Do desaleitamento a idade produtiva

Cabritos em crescimento: Geralmente é o cabrito que será utilizado como reprodutor ou ainda animais que serão abatidos para produção de carne.

Já são ruminantes – então a base da alimentação deve ser de alimentos volumosos, como feno, silagem ou pasto.

Esse volumoso dever ser suplementado com quantidades de concentrado.

Quantidade de concentrado no máximo de 300 a 400 g/animal/dia. Pois o mesmo tem grande quantidade de fósforo podendo promover o surgimento de urolitíase (cálculo renal), mais frequente em machos do que nas fêmeas. Na maior parte das vezes, o problema é irreversível.

 

Reprodutores machos:

  • Entre 500 a 700g de concentrado/dia
  • Relação Ca: P = 1.5 a 2:1

 

Cabritos em crescimento:

  •  60 a 70% do peso adulto
  •  6 a 8 meses (reprodução) de idade
  • Volumoso de boa qualidade à vontade
  • Concentrado de acordo com ganho preconizado

Mineralização:

  • Cuidado especial: acompanhar o desenvolvimento da fêmea por meio de pesagens periódicas.
  • É importante considerar que no 1o terço e no terço médio da gestação a quantidade de nutrientes requeridos pela fêmea não sofrem variação acentuada, pois é no terço final que ocorre maior desenvolvimento do feto.

 

Cabras em final de gestação:

  • Ingestão de alimento com taxas menores que 20%.
  • 500 a 600g de concentrado/dia
  • Atenção – suplementar com vitamina A.

 

Cabras em lactação:

  • 500g de concentrado/dia (mantença)
  • 200 a 300g de concentrado/Kg de leite
  • Atenção especial: suplementar com vitamina E, Ca e P.
  • Volumoso de boa qualidade e à vontade.
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