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Muitas pessoas me perguntam o que é esse barulinho que só os gatos fazem e o seu porque. Já me perguntaram também se esse barulho transmite alguma doença para nós.

Existiam realmente alguns mitos em torno do RONRONAR dos gatos, porque os cães não fazem e os gatos eram menos conhecidos e amigos do ser humano. Pois bem, não, o ato de ronronar não transmite nenhuma doença para nós e nem entre eles! Não nos faz mal e nem é um problema. Vou explicar melhor.

O ronronar é uma expressão de um estado emocional dos gatos. É uma vibração sonora produzida na laringe. Muito pelo contrário dos mitos ao redor, algumas pesquisas comprovam que o ronronar é poderoso, causando bem estar, serenidade e facilidade maior para dormir nos donos dos gatinhos. Até postei um vídeo de uma terapia anti stress que se “usam” gatinhos, ta no link:

http://gatalia.com.br/terapia-anti-stress-melhor-que-tem/

Isso não é lindo? ^^

Vários tipos de emoções estimulam o sistema nervoso central do gato que aciona o sistema de vibração que faz com que a laringe passe a se contrair e relaxar a cada 40 milésimos de segundo, o suficiente para causar uma mini turbulência na garganta do gato.

O ronronado esta relacionado a liberação de endorfina no cérebro. Essa substância é liberada em situações tanto de prazer, como de dor e nervoso, explicando assim porque os gatos ronronam em ambas as situações. Eles ronronam o tempo todo: fêmeas ronronam no momento do parto, filhotes ronronam quando mamam e existe até algumas frequências de ronronados em uma tentativa de pedir comida. Os filhotes são capazes de ronronam já no segundo dia de vida.

Um gato pode ronronar em quase todas as situações, inclusive imediatamente antes da morte, após uma enfermidade crônica.

Mas nem todos os felinos ronronam. Os leões, por exemplo, rugem. Assim, poderíamos dividir os felinos em dois grandes grupos, os que ronronam (gatos, linces e jaguatiricas) e os que não ronronam (leões e tigres).

Segue um link sobre as comprovações científicas sobre o ronronar dos gatos:

http://boasnoticias.pt/noticias_Infografia-revela-poderes-curativos-dos-gatos_22092.html?page=0

Sarah Paschoal Scarelli =^-^=
 

Publicado em Curiosidades

Água

A água é o nutriente mais importante em termos de capacidade de sobrevivência. Os animais podem sobreviver durante semanas sem alimentos, utilizando gordura e músculos corpóreos para produção de energia, mas a perda de somente 10% de água corpórea resulta em morte.

É o nutriente em maior proporção no corpo dos animais. Em geral, o corpo contém de 70 a 80% de água.

Os gatos parecem ser menos sensíveis ao estimulo de sede e podem sobreviver com menos água que os cães.

Na natureza, eles bebiam água corrente, mas não é uma boa ideia habituar o gato a beber água da torneira, porque se ele aprender a fazer isso, quando você não quiser ou não estiver lá para abrir a torneira para ele, ele não vai consumir água de outra maneira, levando a sérios riscos de saúde. Além de que, deixar a torneira aberta leva a muito desperdício de água para o mundo atual. Uma solução para isso seria uma fonte de água, por exemplo, daquelas feitas para enfeitar a casa mesmo ou até uma improvisada feita com bomba de aquário para que satisfaçamos as duas vias: o gato feliz e bebendo água suficiente e o não desperdício.

Proteína

Os gatos têm uma exigência mínima maior de proteína e exigência elevada de aminoácidos essenciais. Dependem das proteínas não somente para finalidades estruturais e sintéticas mas também para geração de energia. E eles continuaram a usar a proteína para a produção de energia mesmo se esta não estiver em quantidades adequadas na dieta. Se não for inclusa na dieta, serão utilizados os músculos do organismo e os tecidos de órgãos.

A recomendação mínima diária de proteína pela National Research Council (NRC) é de 240 g de proteína/kg para as dietas de filhotes em crescimento e 140 g de proteína/kg para as dietas de gatos adultos. Deve-se lembrar que essas são as recomendações mínimas e pressupõem que a dieta contenha uma fonte de proteína altamente digerível.

Taurina

É um aminoácido essencial que pode ser sintetizado pela maioria dos mamíferos a partir da metionina e da cistina.

Os gatos têm uma capacidade muito limitada para sintetizar a taurina, além de que esta é perdida continuamente pelo trato gastrointestinal por causa da liberação da bile e portanto, possuem maior necessidade dela na dieta.

A taurina é necessária para a união de ácidos biliares, que ajudam a digestão de gorduras, para a função normal da retina (sua deficiência pode levar a cegueira irreversível), ajuda a regular o fluxo de cálcio que entra e sai das células, consequentemente atuando sobre o músculo cardíaco (sendo a sua ausência na dieta diretamente relacionada com uma doença chamada miocardiopatia dilatada felina), além do colaborar com o bom funcionamento dos sistemas nervoso, reprodutivo e imunológico. Também oferece proteção contra radicais livres.

É encontrada na maioria dos tecidos animais e se concentra nos músculos. Normalmente é ausente na maioria dos vegetais, ou, quando presente, em quantidades mínimas. Portanto, o consumo de dietas contendo níveis elevados de produtos vegetais e grão de cereais pode não prover quantidades suficientes de taurina, mesmo se produtos de origem animal foram incluídos na dieta.

As alterações pela deficiência de taurina podem ser observadas em praticamente todos os sistemas orgânicos do gato. Os sinais clínicos de deficiência de taurina somente aparecem depois de períodos prolongados de depleção (de 5 meses a 2 anos).

Metionina e cistina

Apenas a metionina é considerada um aminoácido essencial. No entanto, se a cistina for fornecida em quantidade suficiente, ela ajuda a liberar metionina para outras funções. A cistina pode substituir até metade da necessidade de metionina dos gatos.

A cistina é necessária para a produção de pelos e felinina (aminoácido encontrado na urina do gato, que acredita-se ser utilizada para a marcação territorial).

Deficiências nutricionais são possíveis em gatos alimentados com dietas caseiras à base de vegetais ou dietas humanas.

Os sinais clínicos de deficiência de metionina incluem perda de pelo, pouco crescimento e dermatite com crostas nas junções muco cutâneas (onde há o encontro da mucosa com a pele) de boca e nariz, além de pelos secos e quebradiços.

Arginina

A arginina também é um aminoácido essencial para os gatos.

Está presente em tecidos animais, tais como pele, tecido muscular e pelos.

A arginina intervém no ciclo da ureia, molécula que permite a eliminação de dejetos tóxicos no organismo. O excesso de amônia no sangue é tóxico para o organismo e deve ser transformada em uma forma menos tóxica para a sua posterior excreção. Os gatos, assim como outros mamíferos, transformam a amônia em ureia.

Na ausência de arginina na alimentação além de outros aminoácidos essenciais, num período de 1 a 3 horas, o animal começa a desenvolver sinais de intoxicação amoniacal (hiperamonemia – aumento de amônia no sangue). Os sinais incluem hipersalivação, êmese (vômito) e problemas nervosos. Dependendo da evolução, pode levar a morte.

A suplementação com arginina tem demonstrado também poder exercer efeitos benéficos em doenças cardíacas ou renais.

Vitamina A

A vitamina A pode ser encontrada em alguns tecidos de origem animal, sendo que as concentrações mais altas são encontradas no fígado e nos óleos de fígado de peixe, como também no leite e na gema de ovos.

As plantas não contem vitamina A, mas contém uma provitamina na forma de carotenos, sendo o betacaroteno o que tem maior atividade de vitamina A se comparado com outros, mas ainda assim possui somente metade da potência da vitamina A pura.

Ela é necessária para o funcionamento normal da visão, crescimento de ossos, reprodução, desenvolvimento dentário, manutenção do tecido epitelial, inclusive das membranas mucosas que revestem os tratos respiratórios e gastrointestinal, além de ajudar a combater a seborreia e a caspa que se forma depois de um prurido (coceira).

Sua deficiência causa problemas nos olhos (diminuição da visão noturna, opacificação da córnea, secura da conjuntiva), problemas de pele (pele seca, atrofia das glândulas sebáceas), anomalias da reprodução e maior sensibilidade à infecções e complicações pulmonares. O excesso de vitamina A (hipervitaminose) também é prejudicial ao organismo, levando a problemas nas articulações e na reprodução.

Diferentemente dos cães e da maioria dos outros animais, os gatos requerem vitamina A pré formada. Eles não possuem a enzima intestinal capaz de converter o betacaroteno em vitamina A ativa. A vitamina A pré formada pode ser encontrada somente em tecidos animais.

Uma vez que a vitamina A é armazenada no fígado, as deficiências demoram a se desenvolver e somente são observadas em gatos com insuficiência hepática ou doenças gastrointestinais graves que causam a má absorção de gorduras.

Ácido Araquidônico

A gordura da dieta é uma fonte de ácido graxo essencial, que são o ácido linoleico (ômega 6), ácido alfa-linoleico (ômega-3) e ácido araquidônico (ômega 6).

São essenciais porque o organismo não é capaz de sintetizá-los.

Na maioria dos animais, o ácido alfa-linoleico e o araquidônico podem ser sintetizados a partir do ácido linoleico. Se a dieta contiver uma quantidade adequada de ácido linoleico não haverá necessidade, na dieta, de ácido alfa-linoleico e araquidônico. A exceção é o gato, que requer uma fonte de ácido araquidônico na dieta, não importando a quantidade de ácido linoleico nela presente, pois ele possui baixa atividade da enzima responsável pela sintetização.

O ácido araquidônico somente pode ser encontrado em gorduras animais, isso é especialmente importante para a dieta de gatos. Devido a necessidade de ácido araquidônico, os gatos não podem ser alimentados com uma dieta vegetariana balanceada, pois as gorduras animais são a única fonte desse ácido. Alguns óleos de peixe são ricos em ácido araquidônico, mas ele está presente em pequenas quantidades na gordura de aves domésticas e de carne de porco.

A adição de ácido araquidônico (na prática, adição de gorduras) a uma ração que anteriormente não o contivesse aumenta a eficiência alimentar e melhora a condição da pele, graças a redução da perda de água através da pele. Isso produz uma pelagem mais brilhante e lustrosa, com menor descamação cutânea. As deficiências dietéticas do ácido podem causar taxa reduzida de crescimento e perda de peso, falhas de ovulação e lactação, degeneração testicular, cicatrização insuficiente de feridas, pelagem seca e sem brilho, além da perda de pelos, descamação cutânea e modificação na camada lipídica da pele, o que pode predispor os animais a infecções cutâneas.

Para os animais, o mais importante é que a adição de gorduras aumenta a palatabilidade e melhoram a textura das dietas. O problema seria: à medida que o conteúdo de gordura aumenta na dieta, também aumentam a densidade calórica e a palatabilidade, podendo levar facilmente a um consumo excessivo, e por sua vez, causar obesidade.

Outras vitaminas

Os gatos precisam também de uma fonte dietética de vitamina D, já que esta tem função particular na absorção intestinal e retenção e deposição óssea de cálcio. Semelhante a vitamina A, a deficiência é rara e demora a se desenvolver.

Eles também necessitam de quantidades elevadas de muitas vitaminas B na dieta, inclusive tiamina, niacina, piridoxina (vitamina B6) e, em certas circunstancias, cobalamina (vitamina B12). Como a maioria das vitaminas B não é armazenada (exceto a cobalamina, armazenada no fígado), é preciso uma fonte dietética de disponibilidade contínua para prevenir as deficiências.

As deficiências são raras em gatos que se alimentam de dietas apropriadas, pois cada uma das vitaminas B é encontrada em altas concentrações em tecidos animais.

A L-carnitina é um nutriente que fornece energia para as células, mas não é essencial para os animais saudáveis que recebem uma alimentação adequada, já que eles podem sintetizar as quantidades de que necessitam.

Publicado em Manejos

Porque não dar chocolate na páscoa para meu gato? Porque não posso dar a uva que eu estou comendo? Não posso deixar meu gato beber algo alcoólico comigo?

Listei alguns alimentos que para nós, proprietários, são deliciosos ou mesmo muito comuns nas nossas rotinas, mas que pode fazer realmente mal para nosso amado gatinho. Vamos proteger nossos entes queridos dessas guloseimas (ou não) maravilhosas.

Abacate

Todas as partes do abacate contêm persina, uma toxina fungicida inofensiva para humanos. Para gatos afeta negativamente o sistema digestivo e o músculo cardíaco, podendo causar vômito, diarreia, dificuldade em respirar, indigestão e letargia (estado de inatividade).

Alimentos ricos em carboidratos – Pães, massas e arroz

Os felinos adquirem sua energia através da quebra da proteína que eles recebem por meio da alimentação, não necessitando de carboidratos. O fornecimento de alimentos ricos em carboidratos para gatos favorece a obesidade.

Bebidas alcoólicas

Afeta de forma perigosa o sistema nervoso central dos gatos. Podem causar vômito, diarreia, diminuição da coordenação motora, danos no sistema nervoso central, dificuldade em respirar, tremores, coma e até morte. Vale lembrar que o que pode parecer uma quantidade pequena para um ser humano, pode ser uma grande quantidade para seu animal.

Café e chá

De maneira geral, qualquer alimento que contenha cafeína acelera o metabolismo e, assim, pode causar taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos) em gatos hipertensos. Pode também ser fatal para eles e suas manifestações clínicas incluem agitação, tremores, convulsões, respirações ofegantes, além da taquicardia.

Cebola e alho

A toxina presente nesses condimentos causa oxidação da hemoglobina (presente na hemácia e responsável pelo transporte de oxigênio pelo sangue), que provoca anemia e pode ser fatal.

A intoxicação pode ocorrer pela ingestão de cebola crua, desidratada, cozida ou produtos contendo cebola em pó. Em gatos, intoxicados naturais ocorreriam por ingestão de papinha de neném que contem 0,3% de cebola em pó.

Chocolate

O chocolate contém um composto chamado teobromina, que pertence ao grupo das xantinas (mesmo grupo da cafeína) e varia em quantidade de acordo com o tipo de chocolate. Quanto mais cacau, mais teobromina. Substância dessa família são estimulantes do sistema nervoso central (SNC).

Os chocolates com maiores concentrações e produtos em pó possuem em torno de 15 a 20 mg de teobromina por grama de chocolate, o branco tem em torno de 0,1 mg/grama e o chocolate ao leite possui 2mg/ grama. A dose tóxica é de 80 a 150 mg/kg no gato. Sim, as chances de morte são raras, pois a dose tóxica é muito alta e o gato precisaria ingerir muito chocolate, mas não é por que nosso animal não vai morrer que devemos aceitar dar só um pedacinho, sabendo que faz mal.

As doses mais baixas (20-40 mg/kg) podem causar vômito e diarreia. Doses mais elevadas (40-50 mg/kg) podem induzir sintomas cardíacos (arritmias). Doses mais altas podem causar sinais neurológicos (como dificuldade de coordenação motora, excitabilidade e convulsão em casos mais graves), hipertermia (aumento da temperatura corpórea), insuficiência respiratória, congestão, edema e morte. As manifestações clinicas ocorrem de 6 a 12 horas após a ingestão.

Doces

Doces podem causar problemas nos dentes e, principalmente, obesidade. Além de aumentar o risco de adquirir diabetes, que nos felinos, é mais parecida com a Diabetes tipo II humana.

Fígado bovino

O fígado bovino é rico em vitamina A e quando ingerido com frequência, pode levar a hipervitaminose A, provocando formação óssea periosteal (periósteo é um tecido de revestimento dos ossos), particularmente sobre vértebras e grandes articulações. Clinicamente, os sinais usualmente aparecem em gatos de 2 a 4 anos de idade, que são rigidez da coluna cervical (coluna da região de pescoço) e torácica e/ou claudicação (mancar) associada com dor e rigidez muscular.

Leite e laticínios

Quando os animais deixam de ser amamentados, deixam de produzir quantidade significativa de uma enzima que quebra a lactose no organismo e permite a sua digestão (lactase). A maioria dos gatos são intolerantes a lactose, porém alguns autores dizem que gatos adultos podem consumir, sem problemas, pequenas quantidades de leite, igual ou menor que 1,2g/kg de peso. O importante é verificar se há diarreias e vômitos após a ingestão (de pequena quantidade) de leite. Outro problema do fornecimento de leite para gatos é que este é rico em cálcio, podendo predispor a formação de pedra nos rins.

Massa de pão ou bolo

A massa crua vai fermentar no organismo do animal, provocando acúmulo de gases no sistema digestivo do animal, que pode causar muita dor, inchaço, desorientação e, ainda, pode causar rupturas no estômago e/ou intestino.

Peixe cru

Algumas espécies de peixe cru possuem alta taxa de tiaminase, enzima que causa destruição da tiamina – vitamina B1, levando a deficiência dessa vitamina no animal. Essa enzima é eliminada com o cozimento do peixe. A insuficiência pode levar a colapso cardíaco e edema, além de neuropatias periféricas e polioencefalomalácia.

Peixes enlatados, como atum e sardinha, também não são saudáveis, exceto quando em quantidades pequenas apenas para um agrado. Esses enlatados são ricos em óleos poli-insaturados, que são difíceis de metabolização pelo gato.

Sementes de algumas frutas

Sementes de frutas como pêssego, maça e ameixa contem ácido cianídrico, responsável pela intoxicação por cianeto. Ele não permite que as células do corpo utilizem o oxigênio transportado no sangue. Os animais apresentam convulsões, coma, choque e morte.

Semente de macadamia

Seu mecanismo é desconhecido, mas causam fraquezas dos membros pélvicos (patinhas de trás) e letargia (estado de inatividade), vômito, tremor muscular, rigidez e hipertermia.

Tomate

Tomares não maduros não são indicados para consumo felino. As partes verdes possuem solanina, um comporto tóxico para eles. É necessário a ingestão de grandes quantidades para levar a intoxicação, mas os sinais seriam vômito, diarreia, comportamento desorientado e paralisia.

Uva e uva passa

A uva é a fruta mais perigosa para nossos felinos. Possui um composto ainda não identificado que afeta os rins e pode causar insuficiência renal aguda. Nas primeiras 24 horas, os animais geralmente apresentam vômito e diarreia. Posteriormente, alterações do trato urinário podendo chegar a falência renal e ao óbito em casos mais graves e agudos. O mais indicado após a ingestão de uvas seria mesmo levar seu gato para o veterinário o mais rápido possível. O que o proprietário pode fazer antes de ir ao veterinário é imediatamente após a ingestão, induzir o vômito do animal e o método mais seguro para isso seria uma colher de sopa de água oxigenada de 10 volumes ou água com sal.

Xilitol

É um adoçante artificial que está presente em diversas guloseimas, pastilhas e alguns alimentos dietéticos. Se ingeridos por um gato, vão causar liberação de insulina circulante no sangue, que por sua vez, diminuirá os níveis de açúcar (hipoglicemia), levando a uma insuficiência hepática. Os primeiros sinais são vômito, letargia e falta de coordenação motora, podendo progredir para convulsões e em poucos dias, chegar a insuficiência hepática.

Quase todos os alimentos ingeridos em quantidades elevadas podem surtir efeito tóxico.

Não poderia deixar de falar que é muito comum ouvir pessoas falarem que já deram muitas vezes chocolate, por exemplo, para seu animal e nada aconteceu. Te digo que você, seu animal na verdade, teve muita sorte. Mas não ter havido nenhum sintoma agudo não quer dizer que essa ingestão não provocou nenhum dano nos órgãos que, mais tarde, pode vir a se manifestar como doença.

Publicado em Manejos

Atresia anal associada a fístula retrovaginal em cães

A ausência do ânus ocorre quando a membrana que separa o intestino anterior, endotérmico, da fosseta anal, ectodérmica, deixa de perfura-se. A atresia anal é uma anormalidade congênita que ocorre devido ao desenvolvimento embrionário anormal da região cloacal, uma abertura comum para o trato gastrointestinal, urinário e reprodutivo, e que acomete a abertura anal e o reto terminal, resultando em não abertura da saída anal. Este tipo de anomalia ocorre na ordem de 1 em 500 nascimentos, sendo de rara incidência em cães e gatos.  Os proprietários de filhotes com anomalias anorretais congênitas, geralmente procuram ajuda profissional com duas a seis semanas, em média, de idade do seu animal, pois observam ausência de defecação pela anomalia das estruturas perianais ou pela expulsão destas fezes por orifícios impróprios.

A atresia anal é classificada em quatro tipos. O tipo I (ânus imperfurado) ocorre quando há persistência de uma membrana sobre a abertura anal e o reto termina como uma bolsa cega cranial ao ânus fechado. No tipo II, o ânus está fechado, resultante da persistência da membrana anal, mas a bolsa retal está localizada cranial à membrana sobreposta ao ânus, ou seja, o esfíncter anal está usualmente intacto e funcional. No tipo III, o reto termina como uma bolsa cega cranialmente dentro do canal pélvico e o reto e o ânus terminais estão normais. No tipo IV, que ocorre em fêmeas, há uma comunicação persistente entre o reto e a vagina (fístula retrovaginal) ou entre o reto e a uretra (fístula retouretral).

 

Os sinais clínicos são decorrentes do tipo de atresia que o animal apresenta, porém, geralmente estão associados ao tenesmo, intumescimento do períneo, ausência de fezes, distensão abdominal, passagem de fezes aquosas pela vagina ou pela uretra, eritema perivulvar, cistite, hematúria, urolitíase, sinais de incômodo, vômito e perda de apetite.

 

O diagnóstico dessa afecção é baseado no histórico de ausência de defecação e da abertura anal, dos sinais clínicos e do exame físico. Para auxiliar no diagnóstico, pode ser feito exame radiográfico de contraste positivo do reto ou da vagina, uretrografia retrógrada com contraste positivo ou cistouretrografia de esvaziamento. A radiografia abdominal é importante para saber que tipo de atresia anal o animal esta apresentando e a localização terminal do reto.

 

O tratamento é a intervenção cirúrgica, sendo que cada tipo de atresia anal irá levar a um tipo de procedimento. Lesões do tipo IV requerem fechamento dos defeitos retais, vaginais e uretrais; já o tipo I, há pouco mais que o tecido cutâneo e subcutâneo permanecendo imperfurado, sendo possível uma reconstrução cirúrgica satisfatória desde que o esfíncter muscular e o reto sejam adequadamente preservados. Nos casos tipos II e III, além da membrana imperfurada, há necessidade de divulsão da região anal para tração do reto e abertura do mesmo. O prognóstico é desfavorável e a mortalidade cirúrgica é elevada, pois estes pacientes são jovens e apresenta más condições físicas, o que aumenta os riscos anestésicos e cirúrgicos. Como o diagnóstico muitas vezes é tardio, a distensão crônica do reto e do cólon pode causar lesões irreversíveis. Se ocorrer lesão do esfíncter anal externo ou da sua inervação pode ocorrer incontinência fecal temporária ou permanente.

Publicado em Enfermidades

A insolação acontece quando os mecanismos normais do corpo não conseguem manter a temperatura em uma variação segura. Cães e gatos podem ficar superaquecidos com muita facilidade, porque eles não têm um sistema de esfriamento muito eficiente.

Eles não suam para regular a temperatura corpórea. Eles afofam seus peitos para fazer com que o ar frio circule pela pele, e os gatos se lambem, para que a evaporação da saliva ajude a dissipar o calor. Os gatos normalmente não ofegam, a não ser que já estejam oprimidos pelo calor, mas os cães ofegam como método básico de resfriamento. A rápida troca de ar frio externo com o ar úmido e morno de dentro dos pulmões, além da evaporação da língua relaxada, ajuda a manter um cachorro dentro dos níveis normais de temperatura.

Quando a temperatura externa tiver igual ou superior à temperatura corpórea de um animal, ou seja, de 37°C a 39°C, a evaporação não servirá de nada e poderá ocorrer a insolação. Um animal com uma insolação moderada, quando sua temperatura alcança de 40°C a 41°C, ficara com a língua e a gengiva vermelha-brilhante, a saliva grossa e pegajosa, e ofegará rapidamente. Recebendo pronto atendimento a maioria dos animais se recupera em uma hora.

Temperaturas corpóreas superiores a 41°C podem ser fatais, um animal pode entrar em choque e ter falência hepática, renal, pulmonar, cardíaca ou cerebral. Suas gengivas podem ficar descoradas, ele ficara desanimado e atordoado, sangrando pelo nariz e com sangue no vomito, terá diarreia e poderá entrar e coma quando o cérebro começar a inchar. Com uma temperatura de 41,5°C e acima disso, o animal desenvolve uma disseminada coagulação intravascular, um estado em que o sistema de coagulação não funciona. Um animal nessas condições morre se não receber um atendimento imediato e cuidados veterinários.

PRIMEIROS SOCOROS

·         RESFRIE-O – se ele estiver consciente ou se você morar a mais de 5 minutos do veterinário tente baixar a temperatura. Use a mangueira ou o chuveiro, ou coloque-o na banheira ou na pia, cheia de agua fria.

 

·         APLIQUE UMA BOLSA DE GELO OU TOALHAS – primeiramente ponha uma toalhinha molhada, gelada, na parte de trás do pescoço e da cabeça do seu animal. Depois, coloque uma bolsa de gelo por cima da toalhinha. Isso não apenas resfriará como ajudara a reduzir o calor no cérebro, impedindo-o de inchar, o que poderá levar a morte. Enrole seu animal em toalhas molhadas geladas, e coloque bolsas de gelo em suas axilas e na região da virilha.

 

·         DEIXE QUE ELE BEBA TANTA AGUA QUANTO QUISER – ainda melhor, ofereça um liquido de reidratação oral (soro caseiro). Isso poderá ajuda-lo a se resfriar a partir de dentro, e a repor eletrólitos importantes, como sal, que ele pode ter perdido com a desidratação.

 

·         FIQUE ATENTO A CHOQUE – animais que esteja com uma insolação grave, correm risco de entrar em choque. Leve imediatamente seu animal ao veterinário. Não enrole em cobertor, se ele estiver com a temperatura acima de 40°C.

 

·         LEVE-O PARA UM LUGAR FRESCO – se a temperatura do seu animal estiver entre 40°C e 41°C ele esta com uma hipertermia moderada. Ainda assim, você precisa tomar providencias para reduzir sua temperatura, por isso, leve-o para dentro e ligue o ar condicionado ou o ventilador. Quando a temperatura externa estiver mais baixa do que a temperatura do corpo do animal, ele vai começar a ofegar e se refrescar.

 

SITUAÇÕES ESPECIAIS

Animais com pelos longos e densos – esse tipo de animal tende a mudar a maior parte de sua pelagem interna na época do calor. O pelo de um animal na verdade ajuda a isola-lo do calor extremo, enquanto permite que correntes de ar penetrem para refresca-lo. Mas se o pelo fica embaraçado e com nós, o calor se mantem junto ao corpo impedindo que a circulação de ar chegue até a pele, refrescando-a. portanto mantenha seu animal escovado ou corte o pelo para prevenir insolação.

CÃES SUPERAQUECIDOS

Os cachorros se refrescam inspirando e expirando, ao trocar o ar quente pelo frio, e ofegando, para promover a evaporação da língua. Contudo, algumas raças tem mais dificuldade em permanecer frescas do que outras, além de terem menos proteção contra o tempo quente. Cães com focinhos achatados, como buldogues, pugs e pequinês, também tendem a ter a traqueia reduzidas, de forma que não conseguem respirar com tanta eficiência como os cachorros de focinho comprido. Esses cães podem sofrer de insolação apenas com excesso de exercícios, até mesmo em m dia fresco. Você percebera que seu animal corre um risco maior de hipertermia se ele frequentemente roncar ou resfolegar, ou se fizer vários ruídos respiratórios, como assobios ou chiados.

 

Lembre-se é sempre importante à avaliação de um médico veterinário.

 

Cuide bem do seu amiguinho!!

Publicado em Manejos
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