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Muitas pessoas me perguntam o que é esse barulinho que só os gatos fazem e o seu porque. Já me perguntaram também se esse barulho transmite alguma doença para nós.

Existiam realmente alguns mitos em torno do RONRONAR dos gatos, porque os cães não fazem e os gatos eram menos conhecidos e amigos do ser humano. Pois bem, não, o ato de ronronar não transmite nenhuma doença para nós e nem entre eles! Não nos faz mal e nem é um problema. Vou explicar melhor.

O ronronar é uma expressão de um estado emocional dos gatos. É uma vibração sonora produzida na laringe. Muito pelo contrário dos mitos ao redor, algumas pesquisas comprovam que o ronronar é poderoso, causando bem estar, serenidade e facilidade maior para dormir nos donos dos gatinhos. Até postei um vídeo de uma terapia anti stress que se “usam” gatinhos, ta no link:

http://gatalia.com.br/terapia-anti-stress-melhor-que-tem/

Isso não é lindo? ^^

Vários tipos de emoções estimulam o sistema nervoso central do gato que aciona o sistema de vibração que faz com que a laringe passe a se contrair e relaxar a cada 40 milésimos de segundo, o suficiente para causar uma mini turbulência na garganta do gato.

O ronronado esta relacionado a liberação de endorfina no cérebro. Essa substância é liberada em situações tanto de prazer, como de dor e nervoso, explicando assim porque os gatos ronronam em ambas as situações. Eles ronronam o tempo todo: fêmeas ronronam no momento do parto, filhotes ronronam quando mamam e existe até algumas frequências de ronronados em uma tentativa de pedir comida. Os filhotes são capazes de ronronam já no segundo dia de vida.

Um gato pode ronronar em quase todas as situações, inclusive imediatamente antes da morte, após uma enfermidade crônica.

Mas nem todos os felinos ronronam. Os leões, por exemplo, rugem. Assim, poderíamos dividir os felinos em dois grandes grupos, os que ronronam (gatos, linces e jaguatiricas) e os que não ronronam (leões e tigres).

Segue um link sobre as comprovações científicas sobre o ronronar dos gatos:

http://boasnoticias.pt/noticias_Infografia-revela-poderes-curativos-dos-gatos_22092.html?page=0

Sarah Paschoal Scarelli =^-^=
 

Publicado em Curiosidades

Água

A água é o nutriente mais importante em termos de capacidade de sobrevivência. Os animais podem sobreviver durante semanas sem alimentos, utilizando gordura e músculos corpóreos para produção de energia, mas a perda de somente 10% de água corpórea resulta em morte.

É o nutriente em maior proporção no corpo dos animais. Em geral, o corpo contém de 70 a 80% de água.

Os gatos parecem ser menos sensíveis ao estimulo de sede e podem sobreviver com menos água que os cães.

Na natureza, eles bebiam água corrente, mas não é uma boa ideia habituar o gato a beber água da torneira, porque se ele aprender a fazer isso, quando você não quiser ou não estiver lá para abrir a torneira para ele, ele não vai consumir água de outra maneira, levando a sérios riscos de saúde. Além de que, deixar a torneira aberta leva a muito desperdício de água para o mundo atual. Uma solução para isso seria uma fonte de água, por exemplo, daquelas feitas para enfeitar a casa mesmo ou até uma improvisada feita com bomba de aquário para que satisfaçamos as duas vias: o gato feliz e bebendo água suficiente e o não desperdício.

Proteína

Os gatos têm uma exigência mínima maior de proteína e exigência elevada de aminoácidos essenciais. Dependem das proteínas não somente para finalidades estruturais e sintéticas mas também para geração de energia. E eles continuaram a usar a proteína para a produção de energia mesmo se esta não estiver em quantidades adequadas na dieta. Se não for inclusa na dieta, serão utilizados os músculos do organismo e os tecidos de órgãos.

A recomendação mínima diária de proteína pela National Research Council (NRC) é de 240 g de proteína/kg para as dietas de filhotes em crescimento e 140 g de proteína/kg para as dietas de gatos adultos. Deve-se lembrar que essas são as recomendações mínimas e pressupõem que a dieta contenha uma fonte de proteína altamente digerível.

Taurina

É um aminoácido essencial que pode ser sintetizado pela maioria dos mamíferos a partir da metionina e da cistina.

Os gatos têm uma capacidade muito limitada para sintetizar a taurina, além de que esta é perdida continuamente pelo trato gastrointestinal por causa da liberação da bile e portanto, possuem maior necessidade dela na dieta.

A taurina é necessária para a união de ácidos biliares, que ajudam a digestão de gorduras, para a função normal da retina (sua deficiência pode levar a cegueira irreversível), ajuda a regular o fluxo de cálcio que entra e sai das células, consequentemente atuando sobre o músculo cardíaco (sendo a sua ausência na dieta diretamente relacionada com uma doença chamada miocardiopatia dilatada felina), além do colaborar com o bom funcionamento dos sistemas nervoso, reprodutivo e imunológico. Também oferece proteção contra radicais livres.

É encontrada na maioria dos tecidos animais e se concentra nos músculos. Normalmente é ausente na maioria dos vegetais, ou, quando presente, em quantidades mínimas. Portanto, o consumo de dietas contendo níveis elevados de produtos vegetais e grão de cereais pode não prover quantidades suficientes de taurina, mesmo se produtos de origem animal foram incluídos na dieta.

As alterações pela deficiência de taurina podem ser observadas em praticamente todos os sistemas orgânicos do gato. Os sinais clínicos de deficiência de taurina somente aparecem depois de períodos prolongados de depleção (de 5 meses a 2 anos).

Metionina e cistina

Apenas a metionina é considerada um aminoácido essencial. No entanto, se a cistina for fornecida em quantidade suficiente, ela ajuda a liberar metionina para outras funções. A cistina pode substituir até metade da necessidade de metionina dos gatos.

A cistina é necessária para a produção de pelos e felinina (aminoácido encontrado na urina do gato, que acredita-se ser utilizada para a marcação territorial).

Deficiências nutricionais são possíveis em gatos alimentados com dietas caseiras à base de vegetais ou dietas humanas.

Os sinais clínicos de deficiência de metionina incluem perda de pelo, pouco crescimento e dermatite com crostas nas junções muco cutâneas (onde há o encontro da mucosa com a pele) de boca e nariz, além de pelos secos e quebradiços.

Arginina

A arginina também é um aminoácido essencial para os gatos.

Está presente em tecidos animais, tais como pele, tecido muscular e pelos.

A arginina intervém no ciclo da ureia, molécula que permite a eliminação de dejetos tóxicos no organismo. O excesso de amônia no sangue é tóxico para o organismo e deve ser transformada em uma forma menos tóxica para a sua posterior excreção. Os gatos, assim como outros mamíferos, transformam a amônia em ureia.

Na ausência de arginina na alimentação além de outros aminoácidos essenciais, num período de 1 a 3 horas, o animal começa a desenvolver sinais de intoxicação amoniacal (hiperamonemia – aumento de amônia no sangue). Os sinais incluem hipersalivação, êmese (vômito) e problemas nervosos. Dependendo da evolução, pode levar a morte.

A suplementação com arginina tem demonstrado também poder exercer efeitos benéficos em doenças cardíacas ou renais.

Vitamina A

A vitamina A pode ser encontrada em alguns tecidos de origem animal, sendo que as concentrações mais altas são encontradas no fígado e nos óleos de fígado de peixe, como também no leite e na gema de ovos.

As plantas não contem vitamina A, mas contém uma provitamina na forma de carotenos, sendo o betacaroteno o que tem maior atividade de vitamina A se comparado com outros, mas ainda assim possui somente metade da potência da vitamina A pura.

Ela é necessária para o funcionamento normal da visão, crescimento de ossos, reprodução, desenvolvimento dentário, manutenção do tecido epitelial, inclusive das membranas mucosas que revestem os tratos respiratórios e gastrointestinal, além de ajudar a combater a seborreia e a caspa que se forma depois de um prurido (coceira).

Sua deficiência causa problemas nos olhos (diminuição da visão noturna, opacificação da córnea, secura da conjuntiva), problemas de pele (pele seca, atrofia das glândulas sebáceas), anomalias da reprodução e maior sensibilidade à infecções e complicações pulmonares. O excesso de vitamina A (hipervitaminose) também é prejudicial ao organismo, levando a problemas nas articulações e na reprodução.

Diferentemente dos cães e da maioria dos outros animais, os gatos requerem vitamina A pré formada. Eles não possuem a enzima intestinal capaz de converter o betacaroteno em vitamina A ativa. A vitamina A pré formada pode ser encontrada somente em tecidos animais.

Uma vez que a vitamina A é armazenada no fígado, as deficiências demoram a se desenvolver e somente são observadas em gatos com insuficiência hepática ou doenças gastrointestinais graves que causam a má absorção de gorduras.

Ácido Araquidônico

A gordura da dieta é uma fonte de ácido graxo essencial, que são o ácido linoleico (ômega 6), ácido alfa-linoleico (ômega-3) e ácido araquidônico (ômega 6).

São essenciais porque o organismo não é capaz de sintetizá-los.

Na maioria dos animais, o ácido alfa-linoleico e o araquidônico podem ser sintetizados a partir do ácido linoleico. Se a dieta contiver uma quantidade adequada de ácido linoleico não haverá necessidade, na dieta, de ácido alfa-linoleico e araquidônico. A exceção é o gato, que requer uma fonte de ácido araquidônico na dieta, não importando a quantidade de ácido linoleico nela presente, pois ele possui baixa atividade da enzima responsável pela sintetização.

O ácido araquidônico somente pode ser encontrado em gorduras animais, isso é especialmente importante para a dieta de gatos. Devido a necessidade de ácido araquidônico, os gatos não podem ser alimentados com uma dieta vegetariana balanceada, pois as gorduras animais são a única fonte desse ácido. Alguns óleos de peixe são ricos em ácido araquidônico, mas ele está presente em pequenas quantidades na gordura de aves domésticas e de carne de porco.

A adição de ácido araquidônico (na prática, adição de gorduras) a uma ração que anteriormente não o contivesse aumenta a eficiência alimentar e melhora a condição da pele, graças a redução da perda de água através da pele. Isso produz uma pelagem mais brilhante e lustrosa, com menor descamação cutânea. As deficiências dietéticas do ácido podem causar taxa reduzida de crescimento e perda de peso, falhas de ovulação e lactação, degeneração testicular, cicatrização insuficiente de feridas, pelagem seca e sem brilho, além da perda de pelos, descamação cutânea e modificação na camada lipídica da pele, o que pode predispor os animais a infecções cutâneas.

Para os animais, o mais importante é que a adição de gorduras aumenta a palatabilidade e melhoram a textura das dietas. O problema seria: à medida que o conteúdo de gordura aumenta na dieta, também aumentam a densidade calórica e a palatabilidade, podendo levar facilmente a um consumo excessivo, e por sua vez, causar obesidade.

Outras vitaminas

Os gatos precisam também de uma fonte dietética de vitamina D, já que esta tem função particular na absorção intestinal e retenção e deposição óssea de cálcio. Semelhante a vitamina A, a deficiência é rara e demora a se desenvolver.

Eles também necessitam de quantidades elevadas de muitas vitaminas B na dieta, inclusive tiamina, niacina, piridoxina (vitamina B6) e, em certas circunstancias, cobalamina (vitamina B12). Como a maioria das vitaminas B não é armazenada (exceto a cobalamina, armazenada no fígado), é preciso uma fonte dietética de disponibilidade contínua para prevenir as deficiências.

As deficiências são raras em gatos que se alimentam de dietas apropriadas, pois cada uma das vitaminas B é encontrada em altas concentrações em tecidos animais.

A L-carnitina é um nutriente que fornece energia para as células, mas não é essencial para os animais saudáveis que recebem uma alimentação adequada, já que eles podem sintetizar as quantidades de que necessitam.

Publicado em Manejos

O que é necropsia? De maneira simples, é a autopsia em um animal.

Calma, eu entendo que esse não é um assunto agradável de se falar, e muito menos agradável é o fato de pensar em qualquer coisa que envolva a perda dos nossos animais amados. Mas eu gostaria de compartilhar com vocês a importância desse exame para você mesmo.

Após a morte, devemos examinar o corpo do animal para entender o que aconteceu de fato. Seria para afirmar um diagnóstico prévio ou descobrir uma morte súbita, por exemplo. O exame necroscópico é muito importante nos casos de suspeita de intoxicação (que infelizmente ainda é um tanto quanto comum em gatos) e traumas, por exemplo. É o exame exigido em casos de boletins de ocorrências.

Nele, podemos avaliar os órgãos e possíveis lesões em busca da causa da morte do animal. Esse exame deve ser realizado por um veterinário especialista, o Patologista. O custo da necropsia em si é muito variável, de acordo com a região que você mora, mas tem um custo mínimo de R$150,00 para gatos. É o médico veterinário clínico que faz o pedido do exame para o Patologista. Se seu animal estava em acompanhamento, o clínico vai passar o histórico para o especialista. Já em casos em que o animal não estava em acompanhamento, é necessário passar todas as informações para o clínico, para que este repasse ao Patologista. Após entrar em contato com a clínica, você pode perguntar se precisa levar o animal até lá ou se a clínica ou mesmo o patologista pode buscar, vai depender muito da região e do serviço.

Na medicina humana, a autopsia já é bem difundida. Em casos de mortes de natureza violenta, é obrigatória a autopsia. Já em casos de morte natural, há necessidade de autorização da família. Mas me parece que é mais aceitável em se falar quando relacionado a humanos.

A sensação que eu tenho é que em relação a nós, médicos veterinários, o assunto é mais delicado. Como se fosse algo muito ruim ou ainda, inadmissível. Nós temos que comunicar o proprietário que o animal faleceu e num momento triste, ainda temos que informar sobre a possibilidade de fazer o exame pós morte. Soa pior do que um tapa na cara para qualquer um, inclusive se fossemos nós mesmos na mesma situação.

Mas ainda assim gostaria de convencê-los a pelo menos pensar na hipótese.  Vamos tentar pensar apenas nos benefícios… ninguém pensa mesmo no motivo que tirou nosso amado bichinho da gente? Como eu já disse, a necropsia é o único exame que temos para confirmar (ou afirmar) um diagnóstico da causa da morte. Além disso, é muito importante para saber se o animal não veio a óbito por alguma zoonose (que possa passar para as pessoas da casa) ou mesmo qualquer doença infecciosa que seja transmissível para outros gatos da casa e assim tomar as devidas providências para proteger os outros animals e pessoas de convívio.

O exame permite também a coleta de material para exames virológicos, bacterianos, parasitológicos, toxicológicos, que podem ser solicitados para complemento de diagnóstico. Mesmo porque o exame de necropia em si é a avaliação das lesões de maneira macroscópica (o que o Patologista identifica como lesão olhando os orgãos e cavidades). Mas na imensa maioria das vezes, se faz necessário exames microscópicos das lesões (coletar material, processar no laboratório e olhar no microscópio). Mas o ideal é que seja feito o mais rápido possível. Por isso precisamos perguntar se podemos fazer o exame assim que temos a notícia da morte.

Para os que querem enterrar seu animal, existe a necropsia cosmética, onde o Patologista pode examinar seu animal e depois, a abertura que foi realizada é fechada por sutura para que você fique com seu animalzinho.

Se você entendeu a importância desse exame, compartilhe com seus amigos seu novo conhecimento. E se tiver alguma dúvida, não deixe de comentar.

Publicado em Manejos

Brincadeiras são essenciais para o bem estar do seu gato ou gata, promovendo distrações e estímulos mentais ao bichano. Gatos adoram brincar! E sabe do que mais? Eles brincam e se divertem muito mais quando a brincadeira é com seu dono! É isso mesmo, estudos mostram que os gatos gostam de brincar interagindo com o dono. Além de gostar, a interação do dono com o gato em brincadeiras fortalece a relação. Conseguimos inclusive estabelecer limites, como por exemplo, que morder, arranhar e caçar humanos não é uma brincadeira permitida. Se você é o tipo de dono que brinca com seu gato pode já ter percebido isso. Quando deixo algum brinquedo para a Gata Lia brincar sozinha, ela até se entretém por um tempo, mas logo para. Quando eu me envolvo na brincadeira, ela não tem fim. E é uma delícia brincar com eles, eles fazem milhões de fofurices, pulos desajeitados, carinhas lindas, coisas únicas do momento.

Por serem carnívoros essenciais (tem naturalmente o instinto de caça). Logo, suas brincadeiras favoritas simulam movimentos de caçada.

Por esse instinto ainda selvagem, a falta de estímulos e distrações promovem a falta de bem estar e estão relacionadas a problemas de socialização e de comportamento, como ansiedade e depressão, agressividade e arranhaduras em móveis. A falta de atividades trás também uma tendência maior a obesidade.

É claro que cada gato tem preferências diferentes em relações a brinquedos, mas no geral, brilhos e brinquedos que se movimentem rapidamente (eles tem mais facilidade de enxergar coisas em movimento) e façam algum tipo de barulho (eles escutam muito melhor do que a gente) atraem os felinos. Essas características imitam a caça, onde qualquer movimento ou barulho era detectado pelos felinos e eles iam atrás da caça.

Quanto maior a diversidade de estímulos, melhor. E aí, existe uma variedade de brinquedos disponíveis no mercado para todos os gostos e bolsos. Arranhadores pequenos e os gigantes, túneis, casinhas lindas, bolinhas, ratos, varinhas, brinquedos com catnip. A variedade é bem grande, mas nós podemos também divertir e fornecer bem estar aos nossos bichanos com economia. Podemos fazer vááários brinquedos para eles. Quer dicas? Vamos lá.

Arranhadores: Esse é muito importante para os gatos porque eles precisam naturalmente afiar as unhas e se você não quer que ele use seu móvel preferido, é melhor adquirir um desse. Existem uma imensidão de variedades. Com caminha junto, sem caminha, com várias alturas, de pelúcia, com catnip, enfim, muitos tipos. Mas a gente pode fazer um arranhador também. Você pode usar um tubo de PVC, pode usar esses rolos de madeira que empresas usam para enrolas fios, um pedaço de madeira,um tronco. E aí você pode enrolar corda nesse material. Pode dar nó no começo e no final e não usar cola no meio, pode suar cola na extensão toda da corda, como preferir. Isso pensando em arranhadores verticais. Podemos pensar em arranhadores horizontais também. Você pode usar também um pedaço de madeira redondo e baixo e colar a corda em cima, montando como se fosse um caracol.

Bolinha de papel: amassado amarrado na ponta de umbarbante. Você pode deixar esse barbante amarrado em qualquer maçaneta, cadeira ou lugar fixo, mas pode também você mesmo brincar com o barbante.

Varinha:  Você pode utilizar qualquer plástico duro e comprido e mexer ele rapidamente na frente do gato. Pode ainda colar uma fita na ponta, para que tenha algo móvel. Pode também amarrar uma corda com uma bolinha de papel na ponta em uma extremidade de um pedaço de madeira ou plástico (uma vara, um graveto ou qualquer material de plastico comprido, para ficar como se fosse uma varinha mesmo).

Caneta, lápis: Só pegar um desses e mexer na frente do gato, ele vai querer pegar. Só tome sempre cuidado com as pontas, ok!

Qualquer folha de papel arrastando no chão. Quando a gente esta folheando qualquer coisa, eles tem interesse em xeretar. Pois bem, vamos pegar qualquer folha de papel e mexer nela que ele também vai se interessar.

Lençol: Por a mão embaixo do lençol ou embaixo da folha de papel. Mexer a mão rapidamente embaixo de qualquer coisa é extremamente divertido para eles, é como se fosse um bichinho se escondendo do grande poder de caça de um Persa. Até mesmo puxar as dobrinhas que ficam naturalmente no lençol, sabe? Eles também gostam.

Caixa de pizza: Sabe aquele dia que você pediu pizza e não soube o que fazer com a caixa de papelão? Dar de brinquedo oara seu gato! Claro, higienizada, por favor. Você pode deixá-la de vários jeitos, um deles é colocar uma daquelas bolinhas com guizo dentro e na tampa fazer uns buracos e lacrar a caixa. O seu gato vai tentar caçar a bolinha que esta lá dentro pelos buracos.

Caixas de papelão: (com ou sem buracos). Simples, qualquer caixa de papelão serve. Você pode simplesmente deixar ela aberta e funcionar até de caixinha para o gato (caixinha pra dormir, não para as necessidades) e brincar com as outras coisas enquanto ele estiver lá dentro, como se os objetos estivessem brincando de esconde esconde com seu gato. Você pode também fazer buracos na caixa e brincar do mesmo jeito. É legal fazer os buracos porque assim existem mais lugares possíveis para a “presa” aparecer.

Pedaço de barbante: Amarrar umas penas em vários pontos (pedaço de barbante comprido o suficiente para ficar da sua mão até o chão ou então pendurado em algum lugar).

Túnel para gatos: Também a venda em vários sites.

Bolinhas com guizo dentro: São vendidas em clínicas veterinárias e na internet você encontra facilmente. Tem para todos os gostos também.

Brinquedos com comida:  Existem no mercado de petshops alguns brinquedos redondos que você coloca a ração ou um petisco dentro e tem uma saída pequena, e o gato tem que ficar brincando, mexendo e rolando o brinquedo para ele conseguir o grande prêmio, a comida!

Gelo com comida dentro: Isso mesmo, você pode pegar uma forminha de gelo a parte, colocar água e um ou dois grãos de ração dentro e por para congelar normalmente. Depois tira uma pedrinha e de para seu gato lamber, lamber, lamber até conseguir sua deliciosa ração!

Aplicativos em tablets: Sim, existem alguns aplicativos para baixar para os gatos. Tem um bacana que é um ratinho que fica passando na tela e se o gato “pega” ele (bate a pata em cima), ele faz até barulho.

Brinquedos com catnip: Há também uma grande variedade de brinquedos para comprar que vem com catnip dentro deles. Seus gatos vão se hipnotizar.

Bolinha de ping pong: Acredite, alguns gatos gostam disso. Eu tive um gato que ficava acompanhando com a cabeça o movimento da bolinha pingando e depois ir pegar, era muito engraçado.

Canudos: Tipo o mesmo princípio da caneta e do lápis. Cuidado para que o gato não destrua o canudo e engula algum pedaço, ok.

Sacolinhas plásticas: Experimente colocar a mão dentro de uma sacolinha e chacoalhar. Eles vão tentar te pegar.

Bichos de pelúcia: É, alguns gatos gostam de brincar com os bichinhos de pelúcia das crianças, então porque não, para esses gatos, comprar um para eles?

 

Correr do gato ou atras dele. É engraçado pensar que dá pra brincar de correr com os gatos. Mais eu juro que eu brinco de pega pega com a Lia. Hora ela corre atras de mim, hora eu corro atras dela. Preciso gravar um vídeo para provar. Tentem, é muito legal. Só cuidado para não matar de susto o bicho que não está acostumado.

Arrastar o tapete no chão. Claro, se o gato puder arranhar o tapete em questão. Só o fato de você ficar mexendo o tapete no chão já é uma chamada para brincadeira que muitos gatos gostam. O melhor é que você pode fazer isso com o pé mesmo, enquanto estiver fazendo qualquer outra coisa. Quando a Gata Lia é baby, ela muitas vezes dormia em cima do meu tapete. E aí eu começava a mexer no tapete e ela rolava em cima dele e adorava (porque ela era levinha, fica super divertido para filhotes).


Enfim, existe uma diversidade de opções, tanto para compra como para feitio em casa, não há desculpa para deixar nossos lindos sem bem estar. Você pode associar os brinquedos, inventar novos jogos, tudo pode virar brincadeira. O importante é que vocês se divirtam de maneira saudável e divertido para ambos. Existem várias marcas de brinquedos exclusivos para pets, é fácil de encontrar na internet. Não podemos esquecer de alguns cuidados sempre, claro. Com materiais pontiagudos, materiais que possam ser tóxicos e objetos lineares. Gatos tem facilidade em deglutir esse tipo de objeto, é o corpo estranho mais comumente encontrado em situações de ingestão de objetos em gatos.

Então é isso, espero que o texto tenha sido útil para vocês e para seus gatos lindos. Eles merecem tudo de bom! Compartilhe com seus amigos para que eles saibam também como melhorar a vida dos seus animais!

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Porque não dar chocolate na páscoa para meu gato? Porque não posso dar a uva que eu estou comendo? Não posso deixar meu gato beber algo alcoólico comigo?

Listei alguns alimentos que para nós, proprietários, são deliciosos ou mesmo muito comuns nas nossas rotinas, mas que pode fazer realmente mal para nosso amado gatinho. Vamos proteger nossos entes queridos dessas guloseimas (ou não) maravilhosas.

Abacate

Todas as partes do abacate contêm persina, uma toxina fungicida inofensiva para humanos. Para gatos afeta negativamente o sistema digestivo e o músculo cardíaco, podendo causar vômito, diarreia, dificuldade em respirar, indigestão e letargia (estado de inatividade).

Alimentos ricos em carboidratos – Pães, massas e arroz

Os felinos adquirem sua energia através da quebra da proteína que eles recebem por meio da alimentação, não necessitando de carboidratos. O fornecimento de alimentos ricos em carboidratos para gatos favorece a obesidade.

Bebidas alcoólicas

Afeta de forma perigosa o sistema nervoso central dos gatos. Podem causar vômito, diarreia, diminuição da coordenação motora, danos no sistema nervoso central, dificuldade em respirar, tremores, coma e até morte. Vale lembrar que o que pode parecer uma quantidade pequena para um ser humano, pode ser uma grande quantidade para seu animal.

Café e chá

De maneira geral, qualquer alimento que contenha cafeína acelera o metabolismo e, assim, pode causar taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos) em gatos hipertensos. Pode também ser fatal para eles e suas manifestações clínicas incluem agitação, tremores, convulsões, respirações ofegantes, além da taquicardia.

Cebola e alho

A toxina presente nesses condimentos causa oxidação da hemoglobina (presente na hemácia e responsável pelo transporte de oxigênio pelo sangue), que provoca anemia e pode ser fatal.

A intoxicação pode ocorrer pela ingestão de cebola crua, desidratada, cozida ou produtos contendo cebola em pó. Em gatos, intoxicados naturais ocorreriam por ingestão de papinha de neném que contem 0,3% de cebola em pó.

Chocolate

O chocolate contém um composto chamado teobromina, que pertence ao grupo das xantinas (mesmo grupo da cafeína) e varia em quantidade de acordo com o tipo de chocolate. Quanto mais cacau, mais teobromina. Substância dessa família são estimulantes do sistema nervoso central (SNC).

Os chocolates com maiores concentrações e produtos em pó possuem em torno de 15 a 20 mg de teobromina por grama de chocolate, o branco tem em torno de 0,1 mg/grama e o chocolate ao leite possui 2mg/ grama. A dose tóxica é de 80 a 150 mg/kg no gato. Sim, as chances de morte são raras, pois a dose tóxica é muito alta e o gato precisaria ingerir muito chocolate, mas não é por que nosso animal não vai morrer que devemos aceitar dar só um pedacinho, sabendo que faz mal.

As doses mais baixas (20-40 mg/kg) podem causar vômito e diarreia. Doses mais elevadas (40-50 mg/kg) podem induzir sintomas cardíacos (arritmias). Doses mais altas podem causar sinais neurológicos (como dificuldade de coordenação motora, excitabilidade e convulsão em casos mais graves), hipertermia (aumento da temperatura corpórea), insuficiência respiratória, congestão, edema e morte. As manifestações clinicas ocorrem de 6 a 12 horas após a ingestão.

Doces

Doces podem causar problemas nos dentes e, principalmente, obesidade. Além de aumentar o risco de adquirir diabetes, que nos felinos, é mais parecida com a Diabetes tipo II humana.

Fígado bovino

O fígado bovino é rico em vitamina A e quando ingerido com frequência, pode levar a hipervitaminose A, provocando formação óssea periosteal (periósteo é um tecido de revestimento dos ossos), particularmente sobre vértebras e grandes articulações. Clinicamente, os sinais usualmente aparecem em gatos de 2 a 4 anos de idade, que são rigidez da coluna cervical (coluna da região de pescoço) e torácica e/ou claudicação (mancar) associada com dor e rigidez muscular.

Leite e laticínios

Quando os animais deixam de ser amamentados, deixam de produzir quantidade significativa de uma enzima que quebra a lactose no organismo e permite a sua digestão (lactase). A maioria dos gatos são intolerantes a lactose, porém alguns autores dizem que gatos adultos podem consumir, sem problemas, pequenas quantidades de leite, igual ou menor que 1,2g/kg de peso. O importante é verificar se há diarreias e vômitos após a ingestão (de pequena quantidade) de leite. Outro problema do fornecimento de leite para gatos é que este é rico em cálcio, podendo predispor a formação de pedra nos rins.

Massa de pão ou bolo

A massa crua vai fermentar no organismo do animal, provocando acúmulo de gases no sistema digestivo do animal, que pode causar muita dor, inchaço, desorientação e, ainda, pode causar rupturas no estômago e/ou intestino.

Peixe cru

Algumas espécies de peixe cru possuem alta taxa de tiaminase, enzima que causa destruição da tiamina – vitamina B1, levando a deficiência dessa vitamina no animal. Essa enzima é eliminada com o cozimento do peixe. A insuficiência pode levar a colapso cardíaco e edema, além de neuropatias periféricas e polioencefalomalácia.

Peixes enlatados, como atum e sardinha, também não são saudáveis, exceto quando em quantidades pequenas apenas para um agrado. Esses enlatados são ricos em óleos poli-insaturados, que são difíceis de metabolização pelo gato.

Sementes de algumas frutas

Sementes de frutas como pêssego, maça e ameixa contem ácido cianídrico, responsável pela intoxicação por cianeto. Ele não permite que as células do corpo utilizem o oxigênio transportado no sangue. Os animais apresentam convulsões, coma, choque e morte.

Semente de macadamia

Seu mecanismo é desconhecido, mas causam fraquezas dos membros pélvicos (patinhas de trás) e letargia (estado de inatividade), vômito, tremor muscular, rigidez e hipertermia.

Tomate

Tomares não maduros não são indicados para consumo felino. As partes verdes possuem solanina, um comporto tóxico para eles. É necessário a ingestão de grandes quantidades para levar a intoxicação, mas os sinais seriam vômito, diarreia, comportamento desorientado e paralisia.

Uva e uva passa

A uva é a fruta mais perigosa para nossos felinos. Possui um composto ainda não identificado que afeta os rins e pode causar insuficiência renal aguda. Nas primeiras 24 horas, os animais geralmente apresentam vômito e diarreia. Posteriormente, alterações do trato urinário podendo chegar a falência renal e ao óbito em casos mais graves e agudos. O mais indicado após a ingestão de uvas seria mesmo levar seu gato para o veterinário o mais rápido possível. O que o proprietário pode fazer antes de ir ao veterinário é imediatamente após a ingestão, induzir o vômito do animal e o método mais seguro para isso seria uma colher de sopa de água oxigenada de 10 volumes ou água com sal.

Xilitol

É um adoçante artificial que está presente em diversas guloseimas, pastilhas e alguns alimentos dietéticos. Se ingeridos por um gato, vão causar liberação de insulina circulante no sangue, que por sua vez, diminuirá os níveis de açúcar (hipoglicemia), levando a uma insuficiência hepática. Os primeiros sinais são vômito, letargia e falta de coordenação motora, podendo progredir para convulsões e em poucos dias, chegar a insuficiência hepática.

Quase todos os alimentos ingeridos em quantidades elevadas podem surtir efeito tóxico.

Não poderia deixar de falar que é muito comum ouvir pessoas falarem que já deram muitas vezes chocolate, por exemplo, para seu animal e nada aconteceu. Te digo que você, seu animal na verdade, teve muita sorte. Mas não ter havido nenhum sintoma agudo não quer dizer que essa ingestão não provocou nenhum dano nos órgãos que, mais tarde, pode vir a se manifestar como doença.

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