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Rafael Eduardo Lourenço Pinê

Rafael Eduardo Lourenço Pinê

Zootecnista formado pela Unesp de Ilha Solteira. 

Contato: (16) 99793-8110
Ilha Solteira - São Paulo

URL do site: http://www.facebook.com/rafapine E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A produção de pequenos ruminantes tem apresentado um crescimento mundial nos últimos anos. No Brasil, a atividade vem  crescimento e expandindo para diferentes ecossistemas, contudo, a especialização da produção depende, entre outros fatores, dos pré-requisitos de saúde e bem-estar animal.

 
Os aspectos ligados à sanidade do rebanho na criação de caprinos e ovinos estão relacionados a inúmeros fatores determinantes da relação saúde ou doença. Assim, consideram-se os aspectos relacionados ao manejo animal (controle zootécnico, nutrição, sanidade, reprodução e instalações) dependentes de controle a partir de medidas preventivas; e outros, porém, independentes de controle, como os determinados por diferentes condições geográficas e de meio ambiente.
 
Em tal contexto, a gestão dos rebanhos deve-se priorizar uma série de atividades técnicas preventivas conduzidas para manter as condições de saúde dos animais e minimizar a influência de manejo inadequado e das condições adversas do meio ambiente. A implantação e gestão do programa sanitário do rebanho deve-se priorizar a promoção à saúde, à prevenção de doenças e à qualidade dos produtos e derivados.
 
Esquema de Vermifugação orientado pela Embrapa Caprinos recomentada que os cabritos devem ser vermifugados a partir da 3a semana de pastejo. As fêmeas devem ser vermifugadas antes da estação de monta e 30 dias antes do parto (nunca no início da prenhez).
 
Os animais mantidos em pastagem de caatinga devem ter a vermifugação realizada de acordo com o esquema estratégico da tabela 2. Para animais mantidos em área de pastagem cultivada irrigada, onde as condições ambientais são favoráveis para a proliferação de verminoses o ano inteiro, deve-se adotar o esquema de coleta de fezes e contagem do número de ovos por grama de fezes (OPG) a cada mês. Quando o OPG for maior que 500 todos os animais devem ser vermifugados.
 

Tabela 2. Esquema de Vermifugação Estratégica para animais criados em Caatinga.

Doses

Categoria Animal

1a Vermifugação: primeiro mês do período seco

Cabritos e Cordeiros (após 3a semana de pastejo)

Reprodutores

Matrizes

Animais Jovens

2a Vermifugação: 60 dias após a primeira

3a Vermifugação: penúltimo mês do período seco

4a Vermifugação: Início da estação chuvosa

Fonte: adaptado de Silva et al. (2001)

 

A falta de manejo adqueado pode levar a diferentes tipos de doenças, entre elas, o "Foot rot", que é uma doença contagiosa, crônica, necrosante, da epiderme interdigital e matriz do casco dos ovinos, levando a manqueira.

Por ser uma doença infecciosa, a sua transmissão está relacionada com três principais variáveis epidemiológicas: o agente, o hospedeiro e o meio. Outros fatores ambientais, como o solo e tipos de pastagens, podem influenciar a transmissão da doença.

Em casos iniciais da doença se observa uma leve dermatite interdigital, a qual progride para uma ferida que apresenta secreção sanguinolenta e odor desagradável. Em casos mais graves ocorre deslocamento do casco

 

Confira a série especial da Valeu Vallée, sobre Sanidade em Pequenos Ruminantes.  Nesta edição, é destacado o calendário vacinal, vermifugação, e às principais doenças que afetam o desempenho produtivo. 

Atualmente a alimentação do cavalo está completamente alterada. Isto deve-se à sua progressiva domesticação e ao tipo de esforço físico a que estão sujeitos. A sua dieta é agora muito mais controlada e existe um vasto de alimentos disponíveis comercialmente.
 
Para que o cavalo tenha uma dieta bem equilibrada é essencial que contenha todos os elementos seguintes:
Água - A necessidade de água de um cavalo depende da temperatura, da quantidade de exercício, da sua alimentação e da sua idade. Um jovem cavalo tem na sua constituição cerca de 80% de água enquanto que num cavalo adulto esta percentagem está entre os 50% e os 60%.
 
Hidratos de Carbono - Estão presentes no amido, cereais, nos açúcares e em certos componentes das fibras.
 
Óleos e Gorduras - Os óleos estão presentes em pequenas quantidades na maioria dos alimentos comerciais e é geralmente acrescentado à dieta do cavalo sobre a forma de óleo vegetal. Estes contém duas vezes e meia mais energia do que os hidratos de carbono, sendo assim fontes de energia concentrada.
 
Fibras - Encontram-se em todos os alimentos principalmente no feno e na palha e são um elemento muito importante na dieta do cavalo.
 
Proteínas -  Ao serem decompostas dão origem aos aminoácidos que são utilizados no crescimento, na gravidez, na produção de leite e na reparação de tecidos.
 
Minerais - O equilíbrio de minerais mais importante é o do cálcio e do fósforo, com uma relação de cerca de uma parte e meia de cálcio para uma parte de fósforo.
 
Vitaminas  - As vitaminas principais são A, D, E, K e o grupo B. Ajudam a controlar as reacções químicas e bastam pequenas quantidades para manter a saúde. Alimentos como o feno são pobres em vitaminas enquanto que a erva e os alimentos verdes são boas fontes deste elemento.

A fim a manter a energia necessária ao trabalho e o bem estar físico a dieta do cavalo deve ser composta dos seguintes componentes:

Forragem - Este deve ser o principal constituinte da dieta, quer sejam ervas ou forragens conservadas (feno, substitutos do feno e silagem).
 
Cereais - Os cereais mais utilizados são o milho, a cevada e a aveia e são administrados moídos, floculados ou micronizados (cozidos) aumentando a sua digestibilidade.
 
Fibras - Encontra-se na parte fibrosa da casca dos grãos de milho e é ainda utilizada para aumentar o volume das rações.
 
Beterraba  - É utilizado o subproduto após a extracção do açúcar. Deve ser molhado pois caso contrário pode provocar problemas digestivos ao cavalo. 
 
Rações compostas - É um alimento muito completo e equilibrado fornecendo o valor de proteínas, fibras, vitaminas e minerais necessárias ao cavalo.  

Uma alimentação incorreta na dieta do cavalo podem levar a graves complicações. A cólica equina é um dos casos relacionados. Deve-se consultar imediatamente um veterinário caso suspeite de algo. 

 

Confira o vídeo da Valeu Vallée, com o professor Cláudio Haddad, da Esalq/USP que fala sobre o tema e ainda dá dicas de como alimentar os equinos estabulados.

 

É chamado de confinamento o sistema de criação de bovinos em que lotes de animais são encerrados em piquetes ou currais com área restrita, e onde os alimentos e água necessários são fornecidos em cochos. Assim sendo, o sistema de confinamento pode ser aplicado a todas as categorias do rebanho. 

 
Contudo, o confinamento  é mais propriamente utilizado para a terminação de bovinos, que é a fase da produção que imediatamente antecede o abate do animal, ou seja, envolve o acabamento da carcaça que será comercializada. A qualidade do produto (bovino) produzido no confinamento é assim dependente das outras fases da produção.
 
O confinamento bem eficiente trás suas vantagens como:
 
  • Redução da idade ao abate.
  • Rendimento mais elevado na matança.
  • Produção de carne no período de maior escassez.
  • Exploração intensiva de pequenas propriedades.
  • Retorno rápido do capital de giro investido na atividade.
  • Baixa mortalidade.
  • Grande produção de adubo orgânico de alta qualidade.
  • Probabilidade de melhores preços.  

 

Para obter tais vantagens, é necessário seguir alguns passo:

1. Bom manejo de chegada: os animais chegam estressados, desidratados e enfraquecidos de longas viagens, este fato diminui a imunidade e predispõe a doenças. É comum observar lesões de casco decorrentes ao transporte o que predispõe a pododermatites no confinamento.

É preciso adotar práticas de Manejo Racional e Boas Práticas na vacinação e vermifugação. Em decorrência do estresse da viagem,  ocorre a queda de defesa imunológica do animal, fazendo com que ocorra multiplicação de Mannheimia (antiga Pasteurella) haemolytica, bactéria presente na “flora” oronasal de animais sadios e, com imunossupressão há intensa multiplicação, invasão e colonização pulmonar principalmente nos lóbulos craniais, levando a pneumonia nas primeiras semanas pós entrada; 
 
2. Controle sanitário: todos os animais devem ser vacinados e vermifugados adequadamente. O confinamento deve ter uma farmácia veterinária básica para outras ocorrências infecciosas e para atender corretamente animais feridos;
 
3. Separar prioritariamente animais em lotes padronizados e de mesma origem: os animais já se conhecem, portanto a liderança já está definida ou em equilibrio. Quando essa premissa é desrespeitada os animais levam cerca de 20 dias para reestabelecerem a liderança através do comportamento de competição;
 
Um bovino é capaz de reconhecer e estabelecer interação com no máximo 150 outros bovinos, por isso lotes muito grandes e confinados acabam estabelecendo períodos de competição mais prolongados. Até que a liderança seja estabelecida, a maioria dos animais perde peso ou apresenta um ganho de peso deficiente neste período;
 
4. Respeitar a lotação no confinamento: o ideal é trabalhar com lotes de 12-15m²/boi, em confinamento descoberto e no coberto as lotações podem ser até 7m² – quanto menor a lotação, mais calmos os animais ficam; vale lembrar que os piquetes não podem ter formato retangular, com cocho na parte menor, pois o dominante só vai deixar os demais se aproximarem do cocho quando ele chegar primeiro. A frente deve ser sempre maior, pois é onde se localiza o cocho;
 
5. Bom manejo e controle nutricional: trabalhar com leitura de cocho para manter uma pequena sobra (score 2 – com sobra de 5 a 10%, ou camada fina inferior a 5cm); a disponibilidade de cocho deve ser maior que 40cm lineares/cabeça (comprimento do cocho) e respeitar um período mínimo de adaptação para dieta (8 dias, mas o ideal seria acima de 21 dias). Observar a qualidade e conservação dos insumos (milho, resíduos agrícolas entre outros) para afastar a ocorrência de intoxicações e toxinfecções que causam poliencefalomalácea, botulismo e diarréias;
 
Animais provenientes de grandes distâncias, quando chegam e são colocados em piquetes já existentes, comem em grande quantidade, freqüência de fornecimento do trato, animais não adaptados, todos estes fatores podem apresentar quadros de acidose ruminal. Devido a intensa produção de ácidos, há lesão na parede ruminal gerando as ruminites. Tais lesões facilitam a entrada de bactéria na corrente sanguínea, chegando ao fígado e pulmões rapidamente, isso explica-se o surgimento de abscessos hepáticos e broncopneumonia;
 
6. Sombreamento: o sombreamento para o animal deve ser no fundo do curral e não sobre o cocho. Existem dois tipos de sombreamento:
1) o de cocho, suficiente para manter a qualidade do alimento e para proteger o cocho contra a chuva e 2) o para bem-estar animal que deve ser feito ao fundo do curral (sombrites). Grandes áreas de sombreamento sobre o cocho atraem os animais para descanso, aumentando o volume de matéria orgânica (urina e fezes), predispondo a pododermatites, além de estimular competições e sodomia;
 
7. Formação de poeira: este evento pode ser evitado através da utilização de aspersores (existem vários modelos, sendo necessário a consulta de um técnico experiente). A poeira predispõe a enfermidades respiratórias. O excesso de água oriundas dos aspersores desregulados e bebedouros quebrados formam lama no curral; Mas não adianta ter aspersores apenas dentro dos piquetes, sendo que fora os caminhões transitem com altas velocidades levantando poeira, principalmente durante o fornecimento do trato;
 
8. Formação de lama: este evento deve ser prevenido durante o dimensionamento do confinamento, utilizando graus de declividade de 5% a 8%, com boa compactação do chão, áreas de escoamento (laterais e fundo), bebedouros de boa qualidade (manutenção e dimensões adequadas), área de cocho calçada para evitar uma maior compactação.
 
A lama aumenta o risco de pododermatites, acidentes e reduz significativamente o ganho de peso em alguns casos. Não deve ser feito o calçamento com pedras ou pedregulhos, pois podem predispor a quadros de pododermatites nos animais confinados;
 
9. Controle da Sodomia (Raça e Sexo): animais de origem taurina apresentam maior libido o que consequentemente aumenta a sodomia. Afastar o lote de fêmeas do lote de machos e a castração dos machos precisa ser bem avaliada economicamente (sua viabilidade depende do contexto econômico e atualmente está em desuso na terminação).
 
Existem alguns produtos anti-sodomia/anti-estresse. O cromo e o lithium possuem excelente ação ansiolítica natural. Lembrando que para utilização de qualquer medicamento, deve-se sempre consultar um médico veterinário;
 
10. Animais doentes e animais sodomizados (que aceitam a “monta”): Animais doentes são mais facilmente dominados por outros e sodomizados, por isso devem ser afastados do lote e levados para o curral de enfermaria. Os animais sodomizados devem ser retirados do lote. Os animais que realizam a “monta”, caso estejam em menor número, devem ser apartados. É mais fácil manejar um animal que monta em outros 10 animais do que retirar os 10 que por ele são montados.
 
O manejo dos animais para ou no confinamento deve ser feito sempre com calma, mantendo o bem-estar animal de forma a evitar o estresse e acidentes. A observação sobre a aparência e comportamento dos animais deverá ser constante, pois qualquer mudança que haja nestes fatores poderá ser indicativo de algum problema. Animais doentes ou problemáticos devem ser imediatamente apartados para tratamento. Só deverão retornar ao confinamento após plena recuperação. 
 
Confira mais dicas nos vídeos abaixo, da Valeu Vallée sobre confinamento.

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