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Adotei um filhote lindo, mas e agora, eu tenho que vaciná-lo e vermífuga-lo? Tenho? Quando? E Para quais doenças? Quais os benefícios?
 
Vamos falar da vermifugação. É a administração de um medicamente anti parasitário, para matar os vermes que habitam o animal internamente, normalmente no intestino (delgado ou grosso). A dose de vermífugo pode ser administrada aos 30/40 dias de vida e depois anualmente. Normalmente primeiro se vermifuga e depois vacina. O ideal é que a vacinação se inicie na 2ª dose do vermífugo. Se não for possível, vermífuga e após 5 ou 6 dias, vacina. Se o filhote já tem mais de 40 dias, o procedimento é o mesmo.
 
O ideal mesmo seria realizar um exame de fezes antes da vermifugação anual (inclusive antes da primeira vermifugação). Assim, podemos saber se há ou não a necessidade de dar o medicamento ao animal, evitando o uso desnecessário quando não há (comum em gatos que não saem de casa) e aumentando a frequência da medicação quando há infestação.
 
Existem vários vermífugos disponíveis no mercado com indicação para uso em gatos, uns com uma única dose, outros com 3 doses, sendo uma por dia e outros com doses mais espaçadas. Peça indicação do seu veterinário de confiança e escolha o que for melhor para seu animal e para você.
 
Vacinação
A vacinação é feita entre os 45 e 60 dias de vida, sendo 3 doses iniciais, comintervalo de 21 a 30 dias cada uma e posterior reforço anual.
 
Esquema vacinal (começando aos 60 dias de vida e com 21 dias de intervalo):
 
60 dias de vida – 1ª dose da polivalente (tríplice, quádrupla ou quíntupla);
 
81 dias de vida – 2ª dose da polivalente;
 
102 dias de vida – 3ª da polivalente;
 
123 dias – vacinação antirrábica (pode ser realizada a partir dos 4 meses de vida).
 
*** Reforço anual de ambas
 
Para animais adultos que nunca foram vacinados, deve-se fazer 2 doses das polivalentes.
 
Filhotes que já passaram dos 60 dias de vida, pode fazer a aplicação de 3 doses, com intervalo de 21 dias da mesma maneira.
Vacina da raiva é a única obrigatória por lei. Todo cão e gato devem ser vacinados anualmente para raiva. A vacinação de raiva é oferecida gratuitamente por campanhas anuais do governo.
 
Opções polivalentes:
Tríplice – protege contra Panleucopenia felina, calicivirose e rinotraqueíte felina.
Quádrupla – além das 3 doenças da anterior, protege contra a clamidiose (doença não muito popular na clínica veterinária)
Quíntupla – protege contra as 4 anteriores mais a FeLV (leucemia viral felina). Pensando logicamente, a melhor vacina para seu gato seria essa, pois protege contra um número maior de doenças. Porém, para se aplicar a vacina quíntupla, seu gato precisa ser primeiramente testado para a FeLV, pois se ele for positivo previamente, não se deve usar essa vacina.
Procure por clínicas ou hospitais veterinários para a vacinação, pois lá terá um Médico Veterinário para fazer a aplicação e assinar a carteirinha de vacinação. O valor de cada dose varia entre 50 a 100 reais, mas pode mudar em diferentes regiões do país.
 
Com certeza, o médico veterinário é a melhor pessoa para se consultar e escolher entre as opções da vacina polivalente. O importante é não deixar de vacinar.
Publicado em Manejos

A raiva é uma doença infecto-contagiosa do sistema nervoso que tem como agente etiológico o vírus Rabdovírus, que acomete predominantemente os mamíferos. Esta infecção viral é fatal em praticamente 100% dos casos.

Nos bovinos, esta enfermidade representa grandes prejuízos econômicos para o produtor, bem como um grande impacto na saúde pública. A fonte de infecção sempre é um animal infectado, sendo que o método de transmissão mais comum é a mordida de um animal portador do vírus, embora a contaminação de feridas cutâneas pela saliva recente possa levar à infecção. O principal agente transmissor desse vírus para os bovinos são os morcegos, em especial, o Desmodus rotundus, porém, outras espécies de morcegos hematófagos também podem transmitir o vírus, como o Diphylla ecaudata e Diaemus youngi.
 
Os herbívoros, em geral, são hospedeiros acidentais do vírus da raiva, pois, embora participem do ciclo rural da raiva, contribuem apenas como sentinelas à existência do vírus. Sua participação nesse ciclo restringe-se a morte do animal, não ocorrendo envolvimento no processo de transmissão a outras espécies, apenas de forma acidental.
 
Após adentrar a corrente sanguínea, o agente etiológico da raiva afeta os nervos, seguindo o curso deste até alcançar a espinha e, por fim, atingir o cérebro.
 
As manifestações clínicas apresentadas pelos animais infectados de origem neurológica. Inicialmente podem apresentar sintomas inespecíficos, como isolamento, apatia, inapetência, lacrimejamento e corrimento nasal. Com a evolução do quadro, os animais apresentam dificuldade de deglutição, devido à paralisia do músculo da língua (levando à conseqüente sialorréia), tenesmo, incoordenação, em especial, dos membros posteriores e, por conseguinte, deitam e iniciam movimentos de pedalagem, passam a apresentar midríase (dilatação das pupilas), dificuldades respiratórias, asfixia e, por fim, morte. Esta última ocorre dentro de 4 a 6 dias após o início dos sintomas.
 
O diagnóstico laboratorial é imprescindível para a determinação do foco, pois a ocorrência de um foco de raiva será reconhecida apenas quando houver um ou mais casos da doença confirmados através de testes laboratoriais.
 
Não apenas dos bovinos, mas como de qualquer herbívoro com suspeita de raiva, devem ser colhidas durante a necropsia, amostras do sistema nervoso central (SNC). No caso de ruminantes, o encéfalo.
 
A raiva não tem cura. Contudo, já foram descritos na literatura casos de cura de animais clinicamente afetados pela raiva, além do caso de um humano afetado pela raiva, no fim da década de 1970. Em conseqüência do perigo de infecção para outros animais, e até mesmo para o homem, os animais infectados com o vírus da raiva costumam ser sacrificados.
 
Para o controle da raiva bovina, pode ser realizado o controle dos morcegos hematófagos, utilizando-se substâncias anticoagulantes, como a warfarina. Esta é, por sua vez, passada no dorso de morcegos capturados por meio de armadilhas. Devido ao hábito dos morcegos de limparem uns aos outros, por meio da lambedura, estes irão ingerir a substância anticoagulante presente no corpo do animal e, deste modo, irão sangrar até morrer.
 
A principal medida de profilaxia da raiva é a vacinação dos animais, especialmente em áreas endêmicas. Deve ser feita em animais acima de 3 anos de idade e revacinados anualmente. Esta é uma vacina que contém vírus inativado, e deve ser aplicada por via subcutânea ou intramuscular, na dosagem de 2 ml por animal.
 
A raiva é uma enfermidade de notificação compulsória (obrigatória), sendo assim, cabe ao proprietário notificar imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial, a suspeita de casos de raiva em herbívoros, bem como a presença de animais apresentando mordeduras por morcegos hematófagos, ou ainda, informar a presença de abrigo desses morcegos (como cavernas, casas abandonadas, entre outros). A não-notificação expõe o rebanho da região a riscos, bem como o próprio homem. Caso o proprietário não realize a notificação, caberá sansão legal a este.
 
 
Publicado em Enfermidades

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