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Sarah Paschoal Scarelli

Sarah Paschoal Scarelli

Graduada pela Universidade de Marília - UNIMAR. Atualmente cursando mestrado na área de Clínica Médica Veterinária na UNESP de Botucatu. Atua na área de clínica e comportamento de cães e gatos, com foco voltado para gatos.

 
CRMV: 34.988-SP
 
Contato: (14) 99684-0784
Botucatu - SP
URL do site: http://gatalia.com.br E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A reprodução dos gatos difere um pouco da dos cães.

As gatas, diferentemente das cadelas, não apresentam sangramento e nem ficam com a vulva inchada. Porém ocorrem algumas mudanças marcantes em seu comportamento, como se esfregar nas pessoas, em outros ou objetos, miar com mais frequência, ficar ansiosa e agitada, ter menos apetite, querer sair e quando acariciada na linha da coluna, ela tende a inclinar o traseiro para cima e pender o rabo para um lado.

A ovulação somente acontece quando a gata acasala. Ou seja, não ocorre desperdício de óvulos nas gatinhas. O óvulo apenas é liberado no ato da penetração, quando há certeza de que este seja ovulado. O pênis do felino possui espículas que estimulam a liberação do óvulo, e, também causam dor, por isso a fêmea grita.

As fêmeas felinas tornam-se sexualmente maduras entre o 5º e o 9º mês de vida. Já os machos, dos 9 aos 12 meses. Cada ciclo da gata dura de 3 a 4 meses, variando também de acordo com a idade, a raça e a iluminação diária. O período chamado cio, momento em que a fêmea aceita a cópula, dura de 4 a 10 dias. Já a gestação dura de 58 a 63 dias e os filhotes devem ficam com a mãe até os 60 dias de vida.

O ideal é castrar as fêmeas antes do primeiro cio e os machos, a partir do 5 meses já podem ser castrado e, preferencialmente, antes dos 9 meses.

A castração precoce na fêmeas previne o câncer de mama, além de evitar crias indesejáveis, fugas de casa ou o assédio de outros machos no território da fêmea, a infecção de útero e previne ainda que o animal fique obeso com uma castração tardia. Para os machos, previne as marcações territoriais, as fugas também em busca de fêmeas no cio, o câncer de próstata e da mesma maneira que nas fêmeas, a tendencia a engordar após a castração tardia.

O uso de anticoncepcionais para as fêmeas não é indicado. A aplicação interfere em toda a regulação hormonal do animal e, em 99% dos casos, resulta em câncer de mama. Para saber mais sobre o câncer de mama e os anticoncepcionais, veja no link:

 

http://rbl.vet/1zEOh87
 

A história de que gato sempre cai de pé eu tenho certeza que você já ouviu, mas já parou para pensar se existe alguma realidade nessa frase?
De fato, não é incomum observarmos o contorcionismo desses animais em qualquer tipo de queda, eventualmente quando eles se "desequilibram" e caem da cama, por exemplo.

Mas falando do contorcionismo deles, podemos chamá-lo de para quedas.

Além de possuírem flexibilidade inigualável e um bom senso de equilíbrio, eles desenvolveram uma agilidade em girar o corpo sobre as patas, levando o gato a cair em pé, porém esse mecanismo precisa de um tempinho para acontecer porque o gato precisa entender que esta caindo e conseguir adotar uma postura que amorteça a queda, que é cair em pé.

E exatamente por esse mecanismo necessitar de um tempo para acontecer que a probabilidade deles se machucarem é maior caindo de quedas mais baixas. Aproximadamente de uma altura equivalente até o 7º (21 metros de altura) andar de um prédio, os animais podem se machucar mais. Quedas entre o 7º e 13º (39 metros) são as com menor incidência de machucados e óbitos. Já acima do 13º, claro, as taxas aumentam, não ache que é milagroso. Sim, é isso mesmo que você leu.

O que contribui para o fato é o baixo peso dos animais, obviamente, e também, quando os animais estão chegando ao solo, instintivamente, eles esticam as patas, criando o efeito para quedas, freando a queda e diminuindo o impacto.

Uma realidade que deve ser dita é que essas habilidades foram desenvolvidas e selecionadas durante os anos e em animais de vida livre. Hoje, com os animais mais sedentários e acima do peso, essa agilidade diminui, aumentando os riscos de fraturas.

E independente da fisiologia e do funcionamento do corpo do gato, é de suma importância telar todas as janelas e sacadas dos apartamentos para evitar qualquer tipo de acidente. Afinal, você não quer pagar para ver, certo?

O gato precisa ter uma rotina para tudo, horário de comer, de dormir, de brincar e de relaxar. Enfim, se eles têm uma previsão de tudo o que vai acontecer com ele durante o percorrer do dia, eles ficam mais calmos e tranquilos, porque assim eles têm o controle da situação e nenhum imprevisto pode incomodâ-los.

Essa rotina precisa ser estabelecida desde filhote para que eles aprendam que tudo tem hora certa. Assim, aprendem também os limites. Para que eles entendam até onde podem ir com as brincadeiras, por exemplo, uma regra básica é ignorar os comportamentos que não queremos que ele repita e recompensar o que queremos.

Por exemplo, quando estivermos brincando com eles e estes morderem ou arranharem a gente, devemos parar imediatamente a brincadeira, ignorar o acontecido, esperar ele se distrair com outra coisa que não seja machucar e aí eu continuo a brincadeira.

Devemos também, desde filhote, acostumar os gatos ao toque. Os locais prediletos dos gatos são a cabeça, o pescoço e a linha da coluna, mas pensando que esse animal vai precisar ser examina por veterinários, é bacana que, em momentos de calma, se acostume esse animal a mexer na sua orelha, abrir a boca, pegar nas patas, sempre respeitando também o limiar desse animal, para não irritá-lo e conseguir adaptá-lo a esse tipo de toque de maneira progressiva, sem forçar.

Falando de momentos calmos, precisamos também incentivar e recompensar momentos em que o animal está calmo. Normalmente, quando o filhote se acalma e relaxa, nós aproveitamos para fazer todas as outras coisas possíveis, menos recompensar essa atitude relaxada. É muito importante nesses momentos darmos atenção a ele para que ele perceba que a atitude calma e tranquila também é percebida e que ele pode ganhar muitos agrados se repetir esse comportamento.

O gato é naturalmente treinado para usar o banheirinho com areia que ele possa enterrar seus dejetos. Então precisamos disponibilizar caixas de areia desde que esse gato tem semanas de vida e mostrar a ele a caixa quando o virmos querendo fazer suas necessidades.

Eles gostam de água sempre fresca, limpa e, melhor ainda, corrente. Gato tem uma tendência natural a não ingerir água e se não fornecermos água de maneira adequada, eles vão evitar de tomar. Leia completo aqui:

Os gatos fazem várias refeições e comem bem pouco em cada uma delas. Por isso, o ideal é que a ração esteja a vontade para o animal desde filhote. Porém, alguns gatos tem a tendência de comer tudo o que for oferecido, nesse caso, podemos segregar a alimentação diária em 4 porções.

As vacinas também são importantíssimas. O protocolo vacinal completo de filhotes está nesse link para você conferir.

Um filhote de gato é tudo de bom, mas precisamos sempre nos informar para fazer o melhor por eles.

Até a próxima.

Sarah Paschoal Scarelli =^-^=

 

No processo de domesticação do gato, houve pouca manipulação do homem, tanto que há pouca variação entre as diferentes raças conhecidas. Há estudos que comprovam que a genética do gato doméstico de hoje é muito semelhante a do gato selvagem. Em decorrência disso, podemos imaginar que o comportamento deles também não sofreu grandes alterações.

Ainda hoje eles possuem diversos comportamentos instintivos de um gato na natureza, de vida livre, que precisa caçar a todo momento, procurar lugares seguros para se proteger de possíveis predadores, entre outros.

Essas características são importantes para entendermos o gato de hoje e a partir desse entendimento, conseguir adequar o nosso ambiente para que ele seja um animal sadio, livre de estresse e equilibrado.

Os gatos passam por diversas etapas que influencia no seu desenvolvimento psicológico. Essas etapas vão colaborar para determinar como será o temperamento e comportamento desse gato adulto. Porém, mesmo o animal adulto, toda e qualquer situação que ele passar, será de aprendizado e ele pode mudar o seu comportamento durante toda a vida. As características comportamentais também sofrem influencia da raça do animal (pela genética também, tanto racial, como daquela prole) e pelo ambiente físico e social.

Mãe gestante: o comportamento do filhote já sofre influência aqui. Uma mãe que seja dócil e permita o contato físico e carinhos, terá chances maiores de ter filhotes mais calmos e equilibrados. Mães que passam por situações de estresse podem gerar filhotes medrosos, ansiosos e menos sociais.

Além disso, gatas gestantes que passam por subnutrição podem gerar filhotes com atrasos no desenvolvimento e, inclusive, agressivos.

Período neonatal: Período que compreende do nascimento até 2 semanas. O gato nasce sem enxergar e sem ouvir. Eles vão abrir os olhos em torno de 8 dias de vida porém sem enxergar muito bem ainda, sendo os estímulos de luz importantes nessa época para desenvolver esse sentido.

Nessa fase, eles utilizam do tato, do olfato e do calor para se situarem no espaço e procuram estar sempre próximos da mãe e da ninhada, pois ainda não possuem um sistema orgânico capaz de manter sua temperatura adequada sozinho.

Aqui é muito importante o tutor dessa ninhada estimular o toque, fazendo massagem em suaves prestações, mas várias vezes. Assim, podemos ter filhotes mais dóceis.

Período de Sociabilização: Vai da 2ª ou 3ª semana de vida até os 2 meses.

Fase mais sensível, mas também é o tempo em que o filhote deve permanecer com a mãe e com os filhotes até o desmame, que deve ocorrer no mínimo com 45 dias até os 60. Aqui eles começam a se afastar do ninho, ocorre o início do desmame e com 6 semanas de idade, os filhotes começam a querer enterrar seus excrementos.

É Fase em que o animal deve ser exposto a diversas pessoas e animais diferentes. Isso significa que a pessoa que tem essa ninhada em casa tem um papal fundamental nesse período. Aqui, o animal deve ser manuseado, ser acostumado ao toque, conhecer outras espécies para assim facilitar o convívio posteriormente. É, muito importante, devemos mostrar a eles as regras de convívio, impor os limites, de brincadeiras não saudáveis, de mordidas. Educar o animal a se adaptar aos seus horários e rotina. E tudo isso, quem faz, principalmente, é aquela pessoa que está com a mãe e os filhotes.

Quando decidimos adotar ou comprar um filhote e ele ainda não está com idade suficiente para ir para a nossa casa, nós podemos (e devemos) visitá-lo periodicamente, para que nesse período sensível, ele me conheça, se adapte a mim e eu a ele, onde eu, como futura tutora, já brinco e imponho limites.

Podemos instituir treinamentos, recompensando comportamentos adequados e ignorando os que eu não quero que ele repita. Preciso lembrar também que o filhote (e o adulto também) está sempre aprendendo, esteja eu ensinando ou não.

Período Juvenil ou adolescência: De 2 a 3 meses até de 6 a 12 meses. O gato é considerado adulto quando ele desenvolve a sua maturidade sexual, sendo que as fêmeas amadurecem sexualmente,em média, de 5 a 9 meses de idade e os machos, dos 9 aos 12 meses. A visão dos gatos se desenvolvem até os 4 meses de vida e eles não enxergam no escuro total. Têm seu pico de brincadeiras aos 4 meses, sendo que depois, isso vai diminuindo.

Adulto: Animal sexualmente maduro. Esta desenvolvido fisiologicamente e psicologicamente, mas seu comportamento pode mudar durante toda a vida.

Continuaremos falando sobre filhotes.

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Sarah Paschoal Scarelli =^-^=

Pode parecer bobo mas é legal pensar antes de comprar qualquer bebedouro/comedouro para seu animal.

E algumas pessoas me perguntam se tem algum tipo melhor para os animais ou se não há diferença e se pode escolher pelo mai natural, aquele que o proprietário acha mais bonito.

Vamos lá. Em geral sim, podemos escolher aqueles sem muitas restrições, mas tem alguns detalhes que devemos saber em relação aos gatos.

Material: Plásticos, em geral, podem levar a formação da “acne felina”, levando ao surgimento de cravos mesmo no queixo dos gatos. Existe, claro, a predisposição individual, mas esse material ajuda a formar os cravos e na maioria dos casos, quando o dono troca o material do pote, a acne cessa.

Tamanho: Os gatos não gostam de encostar os bigodes nas laterais dos potes, portanto, os ideais seriam potes largos e rasos, isso incentiva o animal a tomar mais água.

Dicas:

Trocar a água todos os dias, deixando disponível sempre água limpa e fresca estimula a ingestão de água por parte deles.

Completar os bebedouros até o limite, formando uma “lâmina” d’água dá a sensação de água corrente, o que também atrai mais nossos babys.

Mais uma consideração importante: Mais potes de água distribuídos pela casa e, de preferência, os potes de água afastados dos potes de ração e do banheirinho também vão aumentar a vontade dos gatinhos de ingerir água.

Logo, água fresca e limpa e a sensação de que a água é corrente (ou uma fonte, por exemplo) estimulam o animal a procurar mais vezes o potinho de água, o que é muito importante para a saúde deles.

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