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Juliane Seixas

Juliane Seixas

Graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, PUC/PR.  Atua como plantonista na área clínica e cirurgica de animais de companhia

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A insolação acontece quando os mecanismos normais do corpo não conseguem manter a temperatura em uma variação segura. Cães e gatos podem ficar superaquecidos com muita facilidade, porque eles não têm um sistema de esfriamento muito eficiente.

Eles não suam para regular a temperatura corpórea. Eles afofam seus peitos para fazer com que o ar frio circule pela pele, e os gatos se lambem, para que a evaporação da saliva ajude a dissipar o calor. Os gatos normalmente não ofegam, a não ser que já estejam oprimidos pelo calor, mas os cães ofegam como método básico de resfriamento. A rápida troca de ar frio externo com o ar úmido e morno de dentro dos pulmões, além da evaporação da língua relaxada, ajuda a manter um cachorro dentro dos níveis normais de temperatura.

Quando a temperatura externa tiver igual ou superior à temperatura corpórea de um animal, ou seja, de 37°C a 39°C, a evaporação não servirá de nada e poderá ocorrer a insolação. Um animal com uma insolação moderada, quando sua temperatura alcança de 40°C a 41°C, ficara com a língua e a gengiva vermelha-brilhante, a saliva grossa e pegajosa, e ofegará rapidamente. Recebendo pronto atendimento a maioria dos animais se recupera em uma hora.

Temperaturas corpóreas superiores a 41°C podem ser fatais, um animal pode entrar em choque e ter falência hepática, renal, pulmonar, cardíaca ou cerebral. Suas gengivas podem ficar descoradas, ele ficara desanimado e atordoado, sangrando pelo nariz e com sangue no vomito, terá diarreia e poderá entrar e coma quando o cérebro começar a inchar. Com uma temperatura de 41,5°C e acima disso, o animal desenvolve uma disseminada coagulação intravascular, um estado em que o sistema de coagulação não funciona. Um animal nessas condições morre se não receber um atendimento imediato e cuidados veterinários.

PRIMEIROS SOCOROS

·         RESFRIE-O – se ele estiver consciente ou se você morar a mais de 5 minutos do veterinário tente baixar a temperatura. Use a mangueira ou o chuveiro, ou coloque-o na banheira ou na pia, cheia de agua fria.

 

·         APLIQUE UMA BOLSA DE GELO OU TOALHAS – primeiramente ponha uma toalhinha molhada, gelada, na parte de trás do pescoço e da cabeça do seu animal. Depois, coloque uma bolsa de gelo por cima da toalhinha. Isso não apenas resfriará como ajudara a reduzir o calor no cérebro, impedindo-o de inchar, o que poderá levar a morte. Enrole seu animal em toalhas molhadas geladas, e coloque bolsas de gelo em suas axilas e na região da virilha.

 

·         DEIXE QUE ELE BEBA TANTA AGUA QUANTO QUISER – ainda melhor, ofereça um liquido de reidratação oral (soro caseiro). Isso poderá ajuda-lo a se resfriar a partir de dentro, e a repor eletrólitos importantes, como sal, que ele pode ter perdido com a desidratação.

 

·         FIQUE ATENTO A CHOQUE – animais que esteja com uma insolação grave, correm risco de entrar em choque. Leve imediatamente seu animal ao veterinário. Não enrole em cobertor, se ele estiver com a temperatura acima de 40°C.

 

·         LEVE-O PARA UM LUGAR FRESCO – se a temperatura do seu animal estiver entre 40°C e 41°C ele esta com uma hipertermia moderada. Ainda assim, você precisa tomar providencias para reduzir sua temperatura, por isso, leve-o para dentro e ligue o ar condicionado ou o ventilador. Quando a temperatura externa estiver mais baixa do que a temperatura do corpo do animal, ele vai começar a ofegar e se refrescar.

 

SITUAÇÕES ESPECIAIS

Animais com pelos longos e densos – esse tipo de animal tende a mudar a maior parte de sua pelagem interna na época do calor. O pelo de um animal na verdade ajuda a isola-lo do calor extremo, enquanto permite que correntes de ar penetrem para refresca-lo. Mas se o pelo fica embaraçado e com nós, o calor se mantem junto ao corpo impedindo que a circulação de ar chegue até a pele, refrescando-a. portanto mantenha seu animal escovado ou corte o pelo para prevenir insolação.

CÃES SUPERAQUECIDOS

Os cachorros se refrescam inspirando e expirando, ao trocar o ar quente pelo frio, e ofegando, para promover a evaporação da língua. Contudo, algumas raças tem mais dificuldade em permanecer frescas do que outras, além de terem menos proteção contra o tempo quente. Cães com focinhos achatados, como buldogues, pugs e pequinês, também tendem a ter a traqueia reduzidas, de forma que não conseguem respirar com tanta eficiência como os cachorros de focinho comprido. Esses cães podem sofrer de insolação apenas com excesso de exercícios, até mesmo em m dia fresco. Você percebera que seu animal corre um risco maior de hipertermia se ele frequentemente roncar ou resfolegar, ou se fizer vários ruídos respiratórios, como assobios ou chiados.

 

Lembre-se é sempre importante à avaliação de um médico veterinário.

 

Cuide bem do seu amiguinho!!

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o vírus Ebola já matou um total de 3400 pessoas em países africanos e está agora a surgir na Europa e nos Estados Unidos da América.

Ebola, igualmente conhecido como a febre hemorrágica de Ebola ou a doença viral de Ebola, é uma doença rara e mortal causada por uma das tensões do vírus de Ebola. Este agente viral é considerado como um micróbio patogénico do protótipo da febre hemorrágica viral, com taxas de fatalidade altas nos seres humanos e nos primatas. O reservatório natural de vírus de Ebola permanece desconhecido, embora os bastões pareçam ser o reservatório mais provável. As Infecções com vírus do ebola são caracterizadas pela supressão imune e uma resposta inflamatório severa.

Recentemente, um cão que pertencia a uma enfermeira infetada com o vírus, na Espanha, foi sacrificado. A eutanásia do cão da auxiliar de enfermagem Teresa Romero levanta questões sobre o papel dos animais de estimação na transmissão da doença, enquanto a propagação do vírus por animais selvagens já é mais bem conhecida.

Na África, a infecção foi constatada após a manipulação de chimpanzés, gorilas, ou outros símios, doentes ou mortos, assim como a partir de antílopes e porcos-espinhos. Além disso, a infecção pode se originar de morcegos, vistos como um "reservatório natural" provável do vírus ebola. A transmissão do animal para um morador que viva perto da floresta constitui o ponto de partida de uma epidemia. Ela se propaga, então, na população, diante da falta de medidas preventivas, por meio de fluidos corporais, como sangue, material fecal e vômito, dos doentes, ou de seus cadáveres.

No estado atual do conhecimento, não há nenhuma prova científica de que os animais domésticos tenham um papel ativo na transmissão da doença aos humanos.Um estudo publicado em 2005 demonstrou a exposição de cães ao vírus durante uma epidemia no Gabão (2001-2002). Depois de analisar várias amostras de sangue de cachorros, os cientistas observaram que havia uma pequena porcentagem de cães que apresentaram reações imunológicas, mas não apresentaram sintomas da doença e não morreram. Demonstrou-se que o ebola estava em seu sistema imunológico, mas em nenhum momento o estudo constatou que os humanos foram à origem da transmissão. Apesar de o estudo demonstrar a presença de anticorpos para o ebola em cães, ainda não sabem se isso é relevante.

Há pouco tempo também a American Veterinary Medical Association (AVMA) garantiu que apesar de vários cães testados na África terem tido resultados positivos para a presença do vírus, nenhum demonstrou sinais de infeção. Não existem estudos demonstrando cães que tenham transmitido ebola para pessoas.Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) americanos, afirmam que nenhum caso de animal de estimação (cão, ou gato) doente foi registrado.
A eutanásia do cão de Madri ocorreu, portanto, no quadro do "princípio da prevenção", segundo a OIE. Do ponto de vista de biossegurança, sacrificar o cachorro foi a melhor decisão, dura e triste, mas não havia outra opção.

O caso do cão Excalibur era uma oportunidade de estudo "única", declarou à AFP Eric Leroy, diretor-geral do Centro Internacional de Pesquisas Médicas de Franceville, no Gabão.

“Um acompanhamento virológico, biológico e médico poderia ter sido feito para trazer um grande número de informações importantes”, alegou o pesquisador, que há anos reivindica estudos complementares sobre os cães.

 

Cuide bem do seu amiguinho!!

Os carrapatos afetam muito mais os cachorros do que os gatos porque estes tendem a retirá-los quando se limpam, a não ser que não consigam alcança-los. Os carrapatos enfiam as pinças sob a pele do animal e permanecem ali durante dias, enquanto sugam o sangue. Você vera uma praga encouraçada, pequena como um chumbinho, crescer como um balão, conforme for se enchendo.

No corpo de um animal, as partes com poucos pelos e difícil de alcançar, como orelhas, as axilas e entre os dedos, são os alvos preferidos dos carrapatos, mas eles podem ser encontrados em qualquer lugar. Na maior parte das vezes, o seu animal nem mesmo sentirá a picada. As picadas de carrapato quase nunca se infeccionam ou inflamam.

Existem alguns tipos de carrapatos que transmitem infecções aos seres humanos e aos animais, através de sua picada. No Brasil os mais conhecidos são: o carrapato-estrela e o carrapato vermelho do cão. O micuim, ou carrapato-pólvora, é a larva do carrapato-estrela, que, quando adulto pode ficar do tamanho de um feijão verde. O carrapato vermelho do cão, de cor marrom avermelhada, é considerado a espécie mais difundida em todo mundo e também pode parasitar o gato. Os carrapatos carregam seus próprios minúsculos parasitas (protozoários e bactérias), que podem causar doenças muito graves em animais e seres humanos, uma vez que penetram na corrente sanguínea. Dentre elas, as mais conhecidas no Brasil são: a febre maculosa (transmitida principalmente pelo carrapato estrela) a  babesiose canina e a erliquiose canina (transmitidas principalmente pelo carrapato vermelho do cão). É por isso que é tão importante remover os carrapatos do seu animal o quanto antes.

RETIRE O CARRAPATO – A retirada do carrapato pode ser feita com a aplicação tópica de produtos carrapaticidas ou manualmente. Na retirada manual, não use os dedos para retirar o carrapato, use uma pinça com ponta cega. Coloque luvas e tome cuidado para não esmagar o corpo do carrapato quando retira-lo, se você esmaga-lo algumas de suas partes infectadas poderão lhe transmitir doenças.

LIVRE-SE DO CARRAPATO – Jogue o carrapato em uma vasilha com álcool ou spray contra pulga.

CUIDADOS:

É bom lavar o local da picada com sabão e colocar um pouco de água oxigenada 10vol. Para remover qualquer resíduo do carrapato.

Quando se remove um carrapato, é normal que no local fique uma pequena saliência. Ela deve desaparecer em um ou dois dias. Se isso não acontecer, ou se ficar maior leve a um veterinário para avaliar.

Uma picada, de qualquer tipo de carrapato pode causar a paralisia de carrapato. Se o seu animal começar, repetidamente, a puxar suas patas traseiras ou tiver problema para se movimentar, leve-o imediatamente ao veterinário.

Para impedir que os carrapatos infestem seu animal, aplique um tratamento tópico contra carrapato, existem no mercado vários modelos de carrapaticidas.

- Lembre-se é sempre importante à avaliação de um médico veterinário.

Cuide bem do seu amiguinho!!

A baixa taxa de açúcar no sangue, tecnicamente chamada de hipoglicemia, pode acontecer se o animal tiver um mau funcionamento do pâncreas. O pâncreas produz insulina, que leva o açúcar (glicose) até as células do corpo para dar energia, quando a um excesso de insulina, o animal tem hipoglicemia. Os animais diabéticos que recebem insulina em excesso sofrerão de hipoglicemia, a insuficiência de insulina pode provocar coma diabético, com uma aparência muito semelhante à hipoglicemia.


Doenças do fígado, ou mesmo uma grande quantidade de parasitas intestinais que interfiram na digestão, podem causar hipoglicemia. Os cães jovens das raças toy, como os pinschers ou chihuahuas, frequentemente desenvolvem hipoglicemia, mesmo que estejam perfeitamente saudáveis. Para começar eles não têm um grande estoque de gordura, que o organismo precisa para ter energia, e seus fígados imaturos não conseguem produzir o açúcar de que necessitam.


À medida que seu batimento cardíaco e sua respiração ficam lentos, os animais com baixa taxa de açúcar no sangue se tornam fracos, sonolentos, desorientados e cambaleantes. Podem começar a estremecer ou a se sacudir, pender a cabeça, ter convulsões e, no pior dos casos, perder a consciência e entrar em coma. Os animais podem morrer sem um rápido pronto atendimento e, se tiverem diabetes, precisarão de socorro médico.

Geralmente, desde que os sintomas sejam reconhecidos a tempo, a baixa taxa de açúcar no sangue é fácil de ser tratada, mas é sempre importante a avaliação do médico veterinário.


PRIMEIROS SOCORROS:
OFEREÇA COMIDA – Quando seu animal começar a ficar desorientado dê a ele alguma coisa para comer. Umas duas colheres de sopa de comida geralmente resolvem.
DÊ AÇUCAR PARA SEU ANIMAL – A maneira mais rápida de fazer com que seu animal volta ao normal, enquanto ele ainda consegue engolir é dar a ele uma fonte de açúcar, como Karo ou mel. Use uma colher de chá para animais abaixo de 20 kg. Para animais grande (20 a 35 kg), duas colheres de chá, para um cachorro de raça gigante (mais de 35 kg), duas colheres e meia de chá. Deixe que ele lamba. Se seu animal estiver muito zonzo, dê primeiro um pouco de água pura para ter certeza de que ele consegue engolir. Se ele não conseguir tomar água, você terá que usar uma seringa sem agulha. Primeiro dê a ele água com a seringa, depois tente o mel ou o karo.

Se seu animal tiver perdido a consciência ou não consegue engolir, esfregue a fonte de glicose na parte de dentro dos seus lábios e das gengivas, que ela sera absorvida na corrente sanguínea através das mucosas. Nesses casos, o melhor é o mel. Seu animal devera voltar ao normal em um prazo de 5 a 15 minutos.

Em animais diabéticos não use nenhuma fonte de açúcar, como mel ou karo. Leve ao veterinário ele saberá como reverter.

TRATE O CHOQUE – Animais com hipoglicemia perdem a habilidade em se manter aquecidos, porque não há açúcar suficiente em seu organismo, para ser transformado em energia. Se a baixa taxa de açúcar não for revertida, eles podem entrar em choque muito rapidamente, e o choque pode matar um animal num intervalo de 10 a 20 minutos. Envolva seu animal eu um cobertor com uma bolsa de água quente ou uma compressa quente, para retardar o choque e mantê-lo estável até que seu sistema volte ao normal. Você também pode colocar uma ou duas gotas de karo ou de mel nas gengivas, para ajudá-lo a se manter consciente. Nesses casos é importante que você leve imediatamente ao médico veterinário.


FIQUE ATENTO A PARADAS RESPIRATÓRIAS E CARDIACAS – Um animal que entre em coma por hipoglicemia pode parar de respirar e precisara de respiração artificial. Leve- o para socorro médico.
 

Cuidados:
Os cachorros toy com propensão à hipoglicemia devem ser alimentados 2 a 3 vezes por dia, ou ter comida à disposição o tempo todo. Isso manterá equilibrada sua taxa de açúcar no sangue.

No caso de uma animal diabético, programe refeições e períodos de exercícios, de forma que você possa regular as doses de insulina. Isso é importante para prevenir baixa taxa de açúcar no sangue.

A maioria dos animais diabéticos precisa de um tratamento de reposição de insulina, e é muito importante saber a dosagem especifica. Insulina demais ou insuficiente podem ser perigosas. Seu veterinário fara testes para saber a dose certa e mostrara a você como aplicar as injeções.

Dietas light – Fazer com que animais gordos entrem em uma dieta de emagrecimento pode cortar o risco de hipoglicemia, regulando a diabetes. Isso ajuda porque ás dietas para emagrecer ficam por mais tempo no trato digestivo, e a digestão mais lenta nivela a taxa de açúcar no sangue, prevenindo a hipoglicemia.

Para os animais diabéticos, é recomendado alimentos com alto teor de fibra e baixa quantidade de carboidratos, que também são acrescidos de cromo, um mineral que potencializa os efeitos da insulina. Essas dietas terapêuticas só podem ser prescritas pelo médico veterinário.

Os animais não diabéticos, propensos à hipoglicemia, podem obter um bom resultado com rações light.
Lembre-se é importante a avaliação de um médico veterinário.

Cuide bem do seu amiguinho!!
 

Um abscesso se desenvolve quando germes ficam presos sob a pele e não existe maneira da infecção supurar, à medida que ele cresce. Qualquer machucado ou inflamação que rompe a pele pode causar um abscesso.

Os cachorros não são afetados com tanta frequência quanto os gatos, embora tenham mais problemas de abscessos nas glândulas anais do que estes últimos. Quando um gato é mordido ou arranhado por outro gato, as feridas deixam pequenos buracos propensos a formar abscessos, porque a pele do gato cicatriza com muita rapidez, recobrindo a bactéria dos machucados. Os abscessos felinos ocorrem quase sempre na cabeça, na região lombar ou na pata, dependendo de se o gato ganhou ou perdeu a briga. Geralmente, você nem ao menos nota o abscesso, até que o animal comece a mancar; você vê uma área quente, vermelha, inchada ou a ferida se romper e supurar um pus mal cheiroso amarelo, verde ou sanguinolento. Os animais frequentemente têm febre de 40º C a 41ºC.

Os abscessos normalmente não são perigosos, mas são extremamente doloridos. Eles também podem destruir o tecido que o circula e deixar cicatrizes feias, caso não seja tratado prontamente. Existem casos raros em que um abscesso pode se romper para dentro, ao invés de se romper para fora, infectando todo o organismo, mas, de modo geral, depois de uma ida ao veterinário, você pode tratar um abscesso em casa.

Primeiros socorros:
REMOVA A INFECÇÃO
– Quando um abscesso estiver macio e inchado, mas ainda não tiver começado a supurar, aplique compressas quentes na ferida. Isso ajudara a trazer a infecção para um ponto, abrir o machucado e acelerar o processo de cura. Encharque uma toalhinha com agua tão quente quanto você possa suportar, torça-a e a coloque sobre o tecido inchado. Se você estiver usando uma compressa quente pronta ou uma bolsa de água quente, enrole-a em uma toalha antes da aplicação. Aplique a compressa de 2 a 5 vezes por dia, revezando 5 minutos no local, 5 minutos fora, até que ela esfrie. Não coloque compressas quentes nas axilas nem na virilha.

IMOBILIZE SEU ANIMAL – Os abscessos são muito dolorosos e seu animal não vai querer que você toque na ferida. Ele pode até morder, caso não tenha sido imobilizado de forma segura. Infelizmente, os gatos são difíceis de amordaçar porque tem o focinho curto demais e geralmente o abscesso é na cabeça. Para ferimentos na cabeça, arrume mais uma pessoa que segure o gato pela pele do pescoço (nuca) com uma das mãos e as patas traseiras com a outra, levando-o delicadamente a se apoiar sobre uma bancada, enquanto você trata o ferimento. Quando o abscesso estiver na região lombar ou em apenas uma pata, coloque uma toalha na extremidade da frente, deixando a parte traseira exposta. Gatos e cães que reagem continuamente às tentativas de imobiliza-lo, provavelmente precisarão ser sedados ou anestesiados por um veterinário, ates que possam ser tratados.

TOSE O PELO – Quando o abscesso tiver começado a drenar, o pelo ficara molhado e mal cheiroso podendo manchar estofamentos e tapetes. Além dos inconvenientes, o pelo conserva a bactéria no lugar e pode retardar a recuperação, tornando mais difícil manter a área limpa.

LIMPE A ÁREA – O tecido interno de um abscesso fica vermelho e granuloso. Isso significa que a inflamação começa a sarar, mas você ainda precisa limpar o pus conforme ele supurar. Lave a área com água morna. Você pode usar um sabonete suave, para limpar o pus do pelo. Caso o pelo esteja impregnado com pus, tente manter sobre a área um pano bem molhado com água morna, durante 10 a 15 minutos, para amolecer a crosta. Depois lave com sabão e enxágue delicadamente.

Use sempre colares elisabetanos ou roupinhas cirúrgicas para que o seu animal não lamba o ferimento e com isso leve mais bactérias a ele.

OUTROS CUIDADOS:

A maioria dos animais com abscesso precisa tomar antibióticos, durante 10 dias ou mais. É importante que eles tomem toda a quantidade receitada, para se ter certeza de que a infecção esteja curada.

Dependendo da extensão e da profundidade do abscesso, seu veterinário pode dar uns pontos no ferimento ou colocar drenos sob a pele. O dreno garante que o ferimento não vai cicatrizar por cima, refazendo o abscesso. Os pontos precisam ficar no local de uma a duas semanas. Os drenos, geralmente devem ser removidos em um período de 24 a 72 horas, dependendo da quantidade e do tipo de drenagem. Durante esse período, é preciso que a região mantenha-se limpa.

 

Lembre- se, é sempre importante à avaliação do medico veterinário, não use medicação sem consulta-lo.

Cuide bem do seu amiguinho!!

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