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Acúmulo de alimento e dilatação do esôfago ilovedogs

Acúmulo de alimento e dilatação do esôfago

O termo megaesôfago é empregado quando um distúrbio de hipomotilidade grave e difuso retarda as contrações musculares esofágicas levando ao acúmulo do alimento, ocorrendo à dilatação do órgão, tornando-o flácido.

Pode ser classificado como congênito e idiopático, onde o animal já nasce com ele e a causa é desconhecida, ou, adquirida, que pode ocorrer também de forma idiopática no individuo adulto sem antecedentes de problemas esofágicos ou secundário a doenças que causam alterações motoras no esôfago e tem como predileção racial: o Fox Terriers Pêlo de Arame e Schnauzers miniaturas, além de ser uma afecção hereditária também nas raças de Pastor Alemão, Newfoundland Dinamarquês Great Dane, Setter Irlandês, Shar Pei, Pug, Greyhound.

O megaesôfago congênito idiopático é a forma de dilatação esofágica generalizada em cães jovens logo após o desmame. Em sua maioria, os cães exibem sinais clínicos quando ainda com 10 semanas de idade. A patogenia da forma congênita ainda não está completamente esclarecida, embora estudos apontem para um defeito na inervação aferente vagal para o estômago.

Megaesôfago idiopático adquirido caracteriza-se por grande esôfago dilatado, resultante da ausência de contrações peristálticas, tanto primárias quanto secundárias. Esse tipo de megaesôfago ocorre espontaneamente em cães adultos, com maior frequência entre 7 a 15 anos de idade, não há etiologia conhecida para a maioria dos casos de megaesôfago que se iniciam na fase adulta.

O megaesôfago secundário é consequente de qualquer condição que provoque o rompimento do reflexo nervoso, controlador da deglutição, ou que, afete o funcionamento dos músculos esofágicos, poderá ser responsável por esta patologia. Nos cães jovens a idade de surgimento ocorre de 2-4 anos, e nos cães mais idosos, o surgimento se dá aos 9-13 anos.

A regurgitação é o principal sinal clínico, quando se fornece alimento sólido ou semi-sólido ao animal. O animal apresenta emagrecimento e debilidade progressiva, sente fome, mas não consegue se alimentar, desconforto após as refeições, desidratação e fraqueza. A regurgitação associada ao megaesôfago ocorre de vários minutos a horas após a alimentação, enquanto a regurgitação associada com distúrbios orofaríngeos ou cricofaríngeos geralmente se manifesta imediatamente após a alimentação. É de extrema importância saber que, a regurgitação se diferencia do vômito. Sinais respiratórios como tosse, respiração ofegante e cianose, podem estar presentes e, geralmente indicam pneumonia por aspiração.

O megaesôfago é diagnosticado através da análise dos sinais clínicos e anamnese, sendo confirmado na realização de exames complementares como radiografias simples ou contrastado. Em todos os casos, deve-se obter base mínima de dados laboratoriais (hemograma completo, perfil bioquímico e urinálise).

O tratamento clínico para megaesôfago congênito consiste em pequenas refeições semi-sólidas ou líquidas em pequenas quantidades com o animal em posição elevada, mantendo-o por 15 minutos nesta posição após a refeição, na tentativa de prevenir maior dilatação e aspiração. Enquanto o megaesôfago adquirido é utilizado tratamento de suporte e sintomático, a menos que se consiga identificar um distúrbio reversível. A pneumonia por aspiração quando presente deve ser tratada por antibioticoterapia apropriada. O prognóstico depende da causa e da idade do início dos sintomas, sendo reservado á mau.

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Sobre o autor

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Graduada pela Faculdade Multivix, Castelo/ES. Atua como plantonista nas áreas de clínica e cirurgia de pequenos animais.

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Contato: (28) 99902-8139 / (28) 99251-1942
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